A Era da Hipercompetitividade—Como encarar o desafio?

A Era da Hipercompetitividade—Como encarar o desafio?

“Acredito ser o mais valente nesta luta do rochedo com o mar” (Didi e Mestrinho—samba enredo G.R.E.S União da Ilha do Governador  para o carnaval de 1982—É Hoje)

Começaremos hoje uma série de dois posts. No primeiro falaremos sobre o fenômeno da Hipercompetitividade do mundo corporativo de hoje e suas consequências sobre as organizações. No segundo, discorreremos sobre o que julgamos ser a resposta para lidar com este fenômeno de forma adequada criando vantagens competitivas sustentáveis. Vamos juntos!

A Era da Hirpercompetitividade

Tenho testemunhado, ao longo dos meus mais de 30 anos de estrada, que a ânsia recorrente de suplantar a competitividade é um vírus que assola 100% das organizações que eu conheço. Claro que isso não é ruim. Ao contrário, é muito saudável. Encontrar meios para se tornar mais competitivo e conquistar novas fatias de mercado, mantendo as conquistadas, é a mola propulsora de toda organização.

Essa necessidade de responder cada vez mais rápido às demandas de um mercado altamente competitivo transformou as organizações em ávidas consumidoras de novas ferramentas, métodos e teorias empresariais, independentemente do seu segmento ou porte. Este é o cenário de competitividade extrema que descreve o momento corporativo atual. É assim mesmo e vai continuar assim doravante.

As exigências deste momento, que eu classifico como a Era da Hipercompetitividade, pressupõe um ambiente corporativo altamente complexo e dinâmico. Não é mais permitido “gastar” muito tempo pensando em novas estratégias nem tampouco procrastinar para implementá-las. O pensar rápido e agir rápido tornou-se uma obrigação. Por outro lado, pensar rápido errado e implementar rápido a estratégia errada é tão danoso quanto demorar para pensar e agir. Eu sei; é extremamente estressante!

Consequências da Hipercompetitividade

Essa loucura de ter que fazer “certo” e fazer “rápido” conduziu as organizações a consumirem, desenfreadamente, métodos, práticas e teorias para atenderem a complexa e dinâmica demanda do mundo corporativo de agora. E com isso, surgem as empresas de consultoria; os consultores individuais; os coaches; gurus; business advisors; conselheiros… Nada contra nada nem ninguém! Obviamente, uma ajuda externa é sempre bem-vinda, mas tornar-se dependente disto é, no mínimo, perigoso.

Em meio a tudo isso, o que eu tenho observado é o famoso muito do mesmo. Ou seja, as organizações não estão preparadas para atender à complexidade e ao dinamismo que as demandas da Hipercompetitividade impõem. Sendo assim, recorrem à ajuda externa que por sua vez entregam soluções enlatadas sob o título de melhores práticas. O resultado é fazer o mesmo de forma diferente; mas rápido. O resultado é o mesmo de forma diferente; mas rápido. Dai o surgimento de um dos mais fortes mantras corporativos: matar um leão por dia!

O Ciclo Vicioso imposto pela Hipercompetitividade

Depois de analisar por anos esse ciclo vicioso do mundo corporativo para atender às demandas da Hipercompetitividade buscando soluções externas, cheguei a algumas conclusões:

  1. Ninguém conhece a empresa tanto quanto as pessoas que a compõe, por menos que as pessoas que a compõem conheçam;
  2. Matar um leão por dia é extremamente cansativo e perigoso. Vai que um dia ele corra mais do que a gente!
  3. Soluções enlatadas são as mesmas que o meu concorrente utiliza. Portanto, os resultados obtidos colocam todos no mesmo patamar. Isso não é competição. É nivelamento;
  4. Soluções externas criam uma relação de dependência perigosa e destrutiva a médio-longo prazo.

A necessidade de criação de um Ciclo Virtuoso

Como Educador Corporativo, com base nas prerrogativas acima, concluí que um ciclo virtuoso de longo prazo precisava ser estabelecido para que pudéssemos lidar com esse fenômeno da Hipercompetitividade adequadamente. Em outras palavras, mudar a recorrente forma de fazer TUDO DE NOVO de forma diferente para fazer TUDO DO NOVO de forma sustentável.

Acredito e ressalto a importância da independência da organização na criação de vantagens competitivas duradouras. E para que isso ocorra, um realinhamento organizacional precisa ser estabelecido. Essa transformação não ocorre de fora para dentro. Ela ocorre de dentro para fora. Dessa forma, surge o Turning Point Program. As pessoas aprendem a pescar. Não recebem o peixe de alguém.

Mas afinal:

  • O que é o Turning Point Program (TPP)
  • Como ele é ministrado?
  • O que ele entrega?
  • Por que ele é eficaz?

Responderemos todas essas perguntas no nosso próximo post. Conto com a sua participação.

2018-03-12T21:50:17-03:00 12 de março, 2018|Educação Corporativa|2 Comentários

2 Comentários

  1. Almir 17/03/2018 at 11:13 - Reply

    Ary, realmente, a tua forma de discorrer sobre os temas é impressionante. A tua escrita, até para quem não é ligado diretamente ao assunto, é compreensível e promove aprendizado relacionado à existência. Obrigado pela oportunidade que nos dá de termos textos tão interessantes para reflexão e aquisição de conhecimento.
    Parabéns!

    • Ary Moreira 17/03/2018 at 11:50 - Reply

      OPA! Valeu pelo comentário, Almir. Fico feliz em saber que você tem curtido e aprendido com o conteúdo dos meus posts. Obrigado e sucesso!

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