Qual a vantagem de ser diferente?

Qual a vantagem de ser diferente?

“Mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Está tudo assim tão diferente” (Renato Russo)

Seguir padrões pré-estabelecidos; obedecer à linha do “politicamente correto”; acompanhar a moda de agora; tudo isso, nos faz iguais a todos e, consequentemente, detentores dos mesmos resultados que todos. Se nos satisfaz; tudo bem. Se isso nos incomoda; é preciso pensar fora da caixinha.

Sem dúvida, quebrar regras é extremamente desconfortável e arriscado. Entretanto, quando saímos do convencional, criamos a possibilidade de irmos além de todas as expectativas e experimentarmos algo extraordinariamente empolgante e divertido e rentável. Ou não. Podemos também “quebrar a cara”. A decisão é sempre nossa: Seguirmos às regras, sabendo que os resultados serão sempre a regra; ou pularmos fora da caixinha e corrermos o risco de experimentar algo inusitado. O que você decide?

Estamos falando sobre a importância de Vantagens Competitivas sustentáveis. Na nossa publicação anterior (click aqui para acessar), afirmamos que a única forma de gerar vantagens competitivas sustentáveis é através dos valores invisíveis e dos conhecimentos tácitos. Mas por que isso é verdade?

Por que os valores invisíveis e os conhecimentos tácitos são geradores de vantagens competitivas sustentáveis?

Porque não são copiáveis. Simples assim! Quando observamos algumas organizações perpetuando-se através dos tempos com tamanha maestria e eficácia, que nos deixam boquiabertos; podemos dizer com convicção: suas estratégias são elaboradas a partir da exploração de seus conhecimentos tácitos e de seus valores invisíveis. Ninguém consegue copiar! Como essas organizações bem-sucedidas alcançaram esse estágio de excelência é a pergunta que precisamos responder.

Como criar a “magia” que propicia o florescimento de valores invisíveis e conhecimentos tácitos?

Esses conhecimentos e valores afloram em ambientes de longa convivência entre pessoas que comungam dos mesmos objetivos. Brotam do compartilhamento de visões entre pessoas afins e, portanto, não são explicitados em manuais, o que torna impossível sua replicação por outsiders. Daí sua capacidade de gerar vantagens competitivas sustentáveis.

Quando a elaboração de estratégias é baseada, única e exclusivamente, em parâmetros técnicos prescritos em manuais que correspondem às expectativas e regras do segmento de indústria no qual a organização está inserida; os resultados são limitados por períodos de tempo.

Trocando em miúdos.

Explicando bem explicadinho (ou tentando fazê-lo), quando elaboramos estratégias baseadas nestes parâmetros explícitos, os resultados correspondem a um aumento na produtividade de X% por um período X de tempo. Ou seja, um início, um meio e um fim de um ciclo de vantagem competitiva. Não é sustentável. Quando o ciclo acaba, temos que criar novas estratégias capazes de gerar um novo ciclo e assim por diante. É aquela velha história de “matar um leão por dia”.

Por outro lado, quando elaboramos a estratégia extrapolando o tangível e explorando os valores invisíveis e os conhecimentos tácitos; entramos num ciclo virtuoso de geração de vantagens competitivas que somente tem um começo e um meio, sustentando-se através dos tempos. É o sonho de consumo de toda e qualquer organização e pessoa física também. Criar esse ambiente que, paradoxalmente, vê com clareza o invisível; é o grande desafio. No nosso próximo encontro daremos continuidade ao tema falando das organizações que já alcançaram esse estágio e o como elas chegaram lá. Até breve!

2020-02-03T19:47:45-03:00 3 de fevereiro, 2020|Educação Corporativa|0 Comentários

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