Conceito de Valor Monetário—É Caro ou Barato?

Conceito de Valor Monetário—É Caro ou Barato?

Caro é tudo o que não presta! Barato é exatamente o contrário.

O que é Valor Monetário?

Por definição, em economia, contabilidade, finanças e negócios; “preço é o valor monetário expresso numericamente associado a uma mercadoria, serviço ou patrimônio”. Esse valor monetário, expresso numericamente é bastante objetivo e claro para qualquer consumidor. 10; 20; 100; 1000; reais ou dólares ou euros ou seja qual for a moeda; é perfeitamente entendível pelo consumidor. Agora, o conceito de caro ou barato segue a mesma lógica?

A grande maioria dos consumidores conecta o conceito de caro ou barato ao valor monetário do produto/serviço ou patrimônio adquirido; ou seja, avaliam o preço (alto ou baixo). Essa é uma forma equivocada de avaliação que distorce completamente o sentindo da transação comercial e, muitas vezes, nos faz desperdiçar oportunidades importantes.

Quando avaliamos um negócio sob essa ótica, confundindo o valor monetário com o conceito de caro ou barato; corremos o risco, por exemplo, de achar que um alfinete é extremamente barato simplesmente por ter um valor monetário (preço) baixo. Agora, se precisamos pregar um botão que caiu do “tailleur” ou do paletó do terno, poucos minutos antes de uma apresentação importante de negócios (aquela apresentação!); um alfinete, por menor que seja seu valor monetário (preço); é extremamente caro! Já uma agulha e linha… Numa hora como essa, estaremos dispostos a pagar “seja lá o quanto for” por uma agulha, mas um alfinete… nem de graça!

Caro ou Barato?

Podemos concluir, com precisão, que o conceito de caro ou barato está diretamente conectado ao benefício/utilidade do produto/serviço ou patrimônio adquirido. Em outras palavras, caro é tudo aquilo que não é útil e, portanto, não traz nenhum benefício para o comprador, por menor que seja seu valor monetário (preço), como no exemplo do alfinete acima. Por outro lado, o conceito de barato respeita uma lógica inversamente proporcional; ou seja, se for útil e, portanto, agregar benefícios; é barato.

Temos que ter muito cuidado com essa confusão que fazemos em relação a esses conceitos, sejamos vendedores ou consumidores. Enquanto consumidores, podemos perder oportunidades de compra simplesmente por considerarmos que determinado produto/serviço ou patrimônio é caro, sob a ótica do seu valor monetário (preço), desconsiderando a utilidade e, portanto, os benefícios que teremos com a aquisição. Obviamente, se estiver fora das nossas possibilidades financeiras; é outra história. Mas o fato de não termos o montante necessário para a aquisição não significa, entretanto, que seja caro, entende? Eu não tenho uma Ferrari na minha garagem (ainda) não porque eu ache que seja caro.

Do mesmo modo, podemos adquirir algum produto/serviço ou patrimônio simplesmente por acharmos que é “baratinho”, analisando somente o seu baixo valor monetário (preço) e fazemos um péssimo negócio. Dessa forma, caro é todo e qualquer produto/serviço ou patrimônio que adquirimos que não serve para nada; enquanto que barato, é exatamente o contrário, independentemente do seu valor monetário (preço).

Esses conceitos equivocados entre valor monetário e barato ou caro, é igualmente perigoso, ou muito mais perigoso, quando consideramos nossa posição enquanto vendedores de produtos/serviços ou patrimônios. Isto porque, dependemos das vendas para sobreviver. Vendas é a lenha da fogueira de toda e qualquer organização. Mesmo aquelas sem fins lucrativos. Como vender um produto que nós achamos que é caro, sob a ótica do valor monetário?

O que é Precificação?

A precificação de produtos/serviços e patrimônios segue regras técnicas bem definidas as quais não vamos explorar aqui. Existe uma fórmula, até bem simples,  para chegarmos a esse cálculo. Obviamente, esse processo é feito de modo a garantir que o valor monetário (preço) que atribuiremos ao nosso produto/serviço ou patrimônio cobrirá o custo para produzi-lo e garantirá a remuneração do capital investido e dos esforços empreendidos pera este fim. Essa não é a parte difícil da brincadeira. O complicado é quando nós, na condição de vendedores, também temos uma ideia equivocado a respeito de valor monetário e barato ou caro.

O que eu quero dizer é que se avaliarmos os produtos que vendemos sob essa ótica tão comum aos consumidores, concordando com estes em relação à questão do conceito de valor monetário (preço) e barato ou caro, nossas chances de convencê-los a comprar o nosso produto será bem remota. Principalmente se o que produzimos for Ferraris!

Concluímos então que, os conceitos de valor monetário (preço) e o conceito de caro ou barato, são absolutamente diferentes. O primeiro diz respeito ao valor quantitativo atribuído a um produto/serviço ou patrimônio com base num processo técnico-objetivo denominado precificação. O segundo diz respeito à utilidade e, portanto, benefícios que o produto/serviço ou patrimônio agregam ao comprador. Dessa forma, caro é tudo aquilo que não serve para nada e barato é exatamente o contrário, independentemente do valor monetário (preço).

 

2019-02-10T18:10:42-03:00 29 de janeiro, 2018|Educação Corporativa|0 Comentários

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