Vacinar ou não vacinar? Eis a questão!

Vacinar ou não vacinar? Eis a questão!

“Eu fico com a pureza

Da resposta das crianças

É a vida, é bonita

E é bonita” (Gonzaguinha)

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, desafiou seu pessoal a irem além de suas capacidades técnicas e físicas para realizarem algo que ninguém ainda havia realizado: O desenvolvimento de uma vacina em um espaço curtíssimo de tempo. Em tempo recorde. Conseguiram! Mas será que, em meio à correria, o processo foi desenvolvido de forma segura?

Vivemos uma crise pandêmica global que já dura mais de um ano! Os prejuízos não são pequenos e ainda não resolvemos o problema por completo, mas não se pode dizer que é o fim do mundo. Por exemplo, se compararmos o momento atual com a Peste Negra (1347 e 1351) que matou, em números estimativos, entre 75 e 200 milhões de pessoas; ou seja, aproximadamente, a metade da população total do planeta à época, e a Gripe Espanhola que matou, também estimativamente, entre 50 e 100 milhões de pessoas, entre 1918 e 1920, aproximadamente 10% da população total do mundo; concluiremos que o momento atual é muito ruim, mas está longe de ser o pior da história. E por que não é o pior momento que já enfrentamos? Porque evoluímos! Simples assim. 

É claro que evoluímos!

Melhoramos, e continuamos evoluindo, nossa capacidade de resolver problemas em todas as áreas de nossas vidas. Os avanços da ciência suportados por inovações tecnológicas extraordinárias nos permitem hoje lidar com momentos pandêmicos mais efetivamente. Somos mais conscientes quanto à gravidade do problema (a maioria de nós, pelo menos) e suficientemente competentes na forma de combatê-lo e eliminá-lo. Somado ao nosso preparo, a pressão do tempo também está sendo nossa aliada para vencermos essa guerra. Precisamos ser mais rápidos na descoberta do tratamento e, prioritariamente, da cura, para vencermos a capacidade de mutação do vírus. É, sem dúvida, uma batalha que requer os esforços e sacrifícios de todos.

Navegando em águas tempestuosas!

Gerenciar crises no ambiente corporativo requer uma série de características de liderança que não é qualquer líder que possui. Manter-se sereno em meio ao caos e ajudar seus liderados a extraírem o máximo de suas capacidades diante de pressões, internas e externas, de todas as dimensões; não é simples. Foi dessa forma que os laboratórios do mundo inteiro se viram diante do desafio do momento pandêmico atual. O CEO da Pfizer, Albert Bourla, se destacou neste cenário. Bourla resumiu a história da criação da vacina contra Covid19 em tempo recorde (clique aqui para saber mais) da seguinte forma:

“Foi preciso um grande desafio, pensamento inovador, cooperação entre empresas, liberação da burocracia e, acima de tudo, trabalho árduo de todos na Pfizer e BioNTech para realizar o que fizemos em 2020”.

Além disso, Bourla, desafiou seu pessoal a irem além de suas capacidades técnicas e físicas para realizarem algo que ninguém ainda havia realizado: o desenvolvimento de uma vacina em um espaço curtíssimo de tempo. Em tempo recorde. Bourla “colocou no colo” de seus liderados a responsabilidade de ajudar a humanidade a escapar de um inimigo invisível e todos os riscos que isso envolvia (envolve). Ao mesmo tempo, valorizou a nobreza do ato. Segundo ele, era preciso “fazer o impossível” para ajudar as pessoas. E o “impossível” se constrói com esforço e dedicação extra. Conseguiram! Mas será que, em meio à correria, o processo foi desenvolvido de forma segura?

Será que as vacinas são seguras?

Além da Pfizer, outros laboratórios desenvolveram suas próprias vacinas (clique aqui para saber mais). Todas elaboradas em um espaço de tempo muito curto, mas a Pfizer se destaca no quesito rapidez (clique aqui para saber mais). Além disso, é considerada a mais eficaz com uma taxa de eficácia de 95,6%. Essa rapidez no processo de elaboração, testagem, aprovação e aplicação em massa, levou alguns a duvidarem da segurança das vacinas (durmamos com os ruídos das teorias conspiratórias!). Mas será que esse ceticismo tem fundamento?

Não aprendemos nada (ou quase nada)!

Não é a primeira vez que temos que correr na elaboração de uma vacina para salvar vidas. O Dr Maurice Hilleman, alcunhado de pai das vacinas modernas, participou das pesquisas e criação de várias delas (sarampo, rubéola, hepatite A, hepatite B e varicela). Além dessas existe uma que se destacou pelo tempo recorde de criação, à época. A vacina contra a parotidite epidêmica, vulgarmente chamada de caxumba. Todo o processo de criação levou quatro anos. Um recorde! O detalhe desse recorde é que ele aconteceu em 1967. Estima-se que as vacinas que o Dr Hilleman criou e ajudou a criar salvam cerca de 8 milhões de vidas por ano.

Ninguém reclamou!

Não há registros de relatos de descrença quanto à eficácia da vacina contra a caxumba em virtude do curto espaço de tempo de sua elaboração. O que me deixa estupefato hoje é o ceticismo das pessoas (algumas) quanto à eficácia das vacinas contra a Covid19 disponíveis no mercado, em virtude do tempo recorde de suas elaborações. Não consigo acreditar que as pessoas possam acreditar que não somos capazes, em pleno século XXI, de criar uma vacina em um ano, visto que há 60 anos fazíamos isso em quatro!

Outro exemplo comparativo, é o tempo de criação da vacina contra o sarampo. Entre pesquisas e elaboração transcorreu um período de dez anos (1953-63). Quantas vezes mais rápido, em todos os aspectos, de 1963 até a presente data, se tornou as telecomunicações; os meios de transportes; os resultados ambulatoriais…? Será que o processo de pesquisa e elaboração de novas vacinas não acompanhou esse ritmo?

Por que devemos nos vacinar?

As vacinas, ao contrário do que alguns postulam, não é uma falta de escolha considerando o menor dos prejuízos. Em outras palavras: não temos a cura nem o tratamento. Então vamos ministrar essas medicações injetáveis, que foram produzidas a toque de caixa, e ver no que dá! Não consigo acreditar e fico, novamente, estupefato quando vejo pessoas acreditando que governos do mundo inteiro submeteriam suas populações, inteiras, a uma medicação sem as garantias mínimas de sucesso! Não consigo acreditar que o mundo esteja planejando o fim do mundo!

Dessa forma, temos sim que nos vacinar! Todos nós! Não é um direito individual. É um dever cívico em prol da coletividade. Por que em prol da coletividade? Porque enquanto o vírus estiver em circulação, ele vai se adaptando e criando novas variantes que podem, um belo dia, serem resistentes às vacinas existentes. Daí, voltamos à estaca zero. Para que isso não ocorra, ao menos 70%, aproximadamente, da população, tem que estar imunizada.

Em resumo, não se vacinar não é um direito meu ou teu! As consequências não recaem somente sobre os que decidirem não se vacinar. As consequências cairão sobre todos e, portanto, é um dever de todos nós.

#VacinaSim

2021-04-25T10:34:30-03:00 25 de abril, 2021|Atualidade|0 Comentários

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