Elaboração da Estratégia – Qual é o Plano?

Elaboração da Estratégia – Qual é o Plano?

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que os seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém”. (Renato Russo)

Ressaltando mais uma vez que esta série de post trata do assunto Realinhamento Organizacional e que no post anterior fechamos o tópico Diagnóstico Organizacional. Sendo assim, daremos continuidade a esse estudo falando sobre a Elaboração da Estratégia. Resumidamente falando, uma vez concluído o diagnóstico organizacional, com base nas informações coletadas e devidamente analisadas e criticadas, gestores estarão aptos para avançar em direção ao próximo passo do redirecionamento estratégico da organização. Em outras palavras, é o momento de, à luz daqueles fatores que limitam o desempenho e o crescimento organizacional e dos fatores estratégicos capazes de realinhar as práticas organizacionais em direção da qualidade e da maior produtividade; elaborar as estratégias.

Swot Analysis – Analisar e Selecionar Fatores Estratégicos à Luz da situação atual

Como é sabido, existem forças intervenientes na geração de vantagens competitivas oriundas dos ambientes interno e externo das organizações. Diagnosticá-las e acessá-las adequadamente é fundamental para a elaboração de estratégias geradoras de vantagens competitivas duradouras. Essas variáveis intervenientes são geradoras de Forças e Fraquezas, que estão relacionadas ao ambiente interno; e Oportunidades e Ameaças, que estão relacionadas ao ambiente externo. O diagrama abaixo descreve os componentes de ambos os ambientes organizacionais.

Fonte: Wheelen, T. L. & Hunger, J. D. (2000) Strategic Management and Business Policy—Entering 21st Century Global Society. 7th ed. New Jersey, Prentice Hall.

A forma mais simples de levantarmos esses ambientes é através da SWOT analysis. SWOT é a abreviatura de quatro palavras em inglês (strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças)) para descrever as forças e variáveis intervenientes no processo de gerenciamento das estratégias corporativas.

O ambiente interno é composto por três elementos: Estrutura Organizacional, Cultura e Recursos. Esses elementos, sobre os quais as organizações têm controle, são fatores geradores de potencialidades, Fortalezas, se e somente se, acessados estrategicamente; e Fraquezas, quando acessados aleatoriamente.

Por outro lado, o ambiente corporativo externo, portanto incontrolável, composto por Forças Socioeconômicas, Culturais e Politicas, além dos Avanços Tecnológicos, atrelado ao dinamismo do Seguimento da Indústria; geram Oportunidades ou Ameaças dependendo da interpretação que se dá a essas mudanças do ambiente externo. Entender esse movimento alheio à vontade das organizações e interpretá-lo estrategicamente definirá o sucesso ou não do plano implementado. O diagrama abaixo descreve melhor esses ambientes e suas composições.

Embora o modelo SWOT analysis seja o mais simples e mais utilizado para a análise crítica dos fatores que limitam o desempenho e o crescimento organizacional e dos fatores estratégicos capazes de realinhar as práticas organizacionais em direção da qualidade e da maior produtividade, outro modelo bastante eficaz para este fim é o Modelo Das Quatro Ações. Este método sugere a substituição das análises organizacionais do passado, as quais preconizavam a elaboração de planos estratégicos baseados única e exclusivamente na premissa diferenciação – baixo custo com o intuito de agregar valor ao produto-serviço da empresa. Vale à pena ressaltar que, embora mencionado aqui como “análises organizacionais do passado”, a premissa diferenciação – baixo custo é ainda utilizada amplamente no mundo corporativo contemporâneo. Sendo assim, a única pergunta que os gestores tentavam (muitos ainda continuam tentando, acredite) responder sempre que se pensava em elaboração de estratégias era: Como posso tornar meu produto-serviço diferente (“melhor”) dos similares a um preço mais baixo para o consumidor final? Uma forma simplista de analisar um processo complexo que envolve o custo de se tornar diferente (“melhor”), o valor percebido pelo consumidor da diferenciação (“melhora”) e o preço final que ele, o consumidor, está disposto a pagar pela “inovação”.

Em outras palavras, Inovar só por inovar, para corresponder ao jargão corporativo: faça diferente, seja criativo! é canalizar recursos preciosos na direção errada. A inovação tem que ter valor perceptível para o mercado e isso só ocorre quando a inovação, de fato, agrega valor ao produto-serviço distribuído; ou seja, o consumidor está disposto a pagar mais pelo produto-serviço porque percebe o valor da mudança, não o contrário. Ao mesmo tempo, a inovação tem que ter um custo baixo para a organização o que permite uma margem de lucro maior. Em resumo, agregar valor perceptível para o mercado a um custo baixo de produção (se possível) que permita o aumento do preço final para o consumidor (se possível) aumentando, consequentemente, a margem de lucro; é de fato inovação de valor! Para tanto, o ambiente corporativo tem que ser capaz de criar, adquirir e transferir o conhecimento de valor para a organização como um todo e usar esse conhecimento como fonte inspiradora de novas práticas. Em poucas palavras, uma Organização Para o Aprendizado, uma OPA!

Como já mencionado, o Modelo das Quatro Ações é sem dúvida uma ferramenta muito eficaz no processo de elaboração da estratégia. Ele proporciona uma visão privilegiada na criação de estratégias quebradoras de pressupostos culturais do mundo corporativo. Sugere uma quebra de paradigma profunda e, portanto, bastante desafiadora e arriscada. Muito arriscada! Mas quem tem medo de brincar, não deve descer para o play! Mas isso é assunto para o próximo post. Até mais!

2017-08-25T19:26:42-03:00 8 de maio, 2017|Gerenciamento Estratégico|0 Comentários

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