#BusinessTools 3—Modelo das 4 Ações.

#BusinessTools 3—Modelo das 4 Ações.

“Ter um sonho todo azul. Azul da cor do mar” (Tim Maia)

Bem-vindo(a) à nossa série #BussinessTools! Hoje falaremos da ferramenta Modelo das 4 Ações. Caso você esteja chegando agora e tenha perdido as duas publicações anteriores da série; aí vai o link: #BusinessTools 1—Swot Analisys e #BusinessTools 2—Balanced Scorecard. Lembrando que estamos numa série sobre ferramentas da administração que tem como métrica responder às seguintes perguntas em relação às ferramentas:

1 – O que é?

2 – Para que serve?

3 – Quando aplicar?

4 – Como aplicar?

Agora que você está melhor situado, vamos ao trabalho!

1 – O que é?

O Modelo das 4 Ações é descrito no excelente livro A Estratégia do Oceano Azul dos professores Chan Kim e Renée Mauborgne os quais, brilhantemente, estabelecem uma linguagem metafórica em relação às organizações e os conceitos de oceanos vermelho e azul. O livro é um best-seller, lançado em 2005, e já vendeu mais de 3,6 milhões de cópias. Foi traduzido em 46 IDIOMAS. Um recorde! Recomendo a leitura fortemente. Um dos melhores que li, nos últimos tempos, sobre estratégia de negócios.

Resumidamente, os autores estabelecem um paralelo entre dois cenários de negócios que eles definem como Oceanos Azuis e Vermelhos. Os oceanos azuis são classificados como os mercados desconhecidos, que ainda não foram criados, compostos por todas as indústrias que ainda não existem. Obviamente, é uma linguagem metafórica que diz respeito àqueles espaços de mercado inexplorados que existem, mas ainda não foram descobertos.

Sendo assim, esses espaços ainda a explorar não são impregnados dos paradigmas de todos os segmentos da indústria já existentes. Portanto, são “oceanos azuis, vastos, profundos e poderosos em termos de oportunidade e crescimento”. A estratégia do oceano azul é baseada na exploração destes espaços inabitados de mercado em contraponto à competição cotidiana dos mercados já existentes (Oceanos Vermelhos), onde a luta é sangrenta por fatias cada vez menores de lucro. A ideia central é fugir da competitividade tornando-a irrelevante, uma vez que você é o descobridor e, portanto, o “único” a explorar o oceano azul.

Ao contrário, as organizações que navegam em oceanos vermelhos traduzem tudo o que conhecemos em termos de mercado e segmento de indústria; ou seja, o muito do mesmo; hipercompetitividade; lucros cada vez menores; luta pela sobrevivência; falências…

Em resumo, o Modelo das 4 Forças é uma ferramenta estratégica que auxilia a criação de oceanos azuis onde o lucro é maior e mais rápido.

2 – Para que serve?

Serve para desenhar modelos de mercados “inexistentes” que, quando encontrados e explorados, são potenciais geradores de vantagens competitivas sustentáveis.

3 – Quando aplicar?

O Modelo das 4 Forças é utilizado no gerenciamento estratégico na fase de elaboração de estratégias.  Pressupõe, pela sua singularidade, a capacidade de elaborar e implementar estratégias geradoras de vantagens competitivas sustentáveis

4 – Como aplicar?

O primeiro passo é analisar os atributos fundamentais que o segmento de indústria, do qual a organização faz parte, exige.  Isto é, levantar os fatores que o segmento dita como regra geral. Por exemplo: Todo circo tem palhaço, trapezista e animais. Toda vinícola tem uma apresentação clássica (rótulos, embalagens, layout dos pontos de venda…).  Enfim, cada segmento tem características muito similares que colocam seus integrantes num patamar de “igualdade”. Competir dessa forma é, sem dúvida, ter que matar um leão por dia! “É navegar em águas sangrentas” onde sobreviver é a regra e não a exceção. Ter lucros expressivos neste cenário é como ganhar na loteria! Acontece, mas muito raramente.

Uma vez levantado esses atributos ditos indispensáveis para o segmento de indústria; é hora de aplicar a ferramenta, como descreve o módulo abaixo, criando uma nova curva de valor; ou seja, novos atributos desconhecidos pelos competidores:

Quando somos capazes, à luz desses atributos, de transformá-los de acordo com o módulo descrito acima (reduzir, elevar, criar e eliminar), quebramos os paradigmas do grupo estratégico que pertencemos e, como diz os autores, tornamos a concorrência irrelevante. Então, como já dito, uma nova curva de valor é estabelecida definindo novas regras que são desconhecidas pela concorrência. Os precursores desse novo cenário acessam lucros maiores mais rapidamente em relação ao cenário antigo. Em outras palavras, as práticas dos outros componentes do segmento de indústria se tornam completamente obsoletas, o que nos possibilita navegar em oceanos azuis repletos de novas oportunidades de lucros expressivos em curto prazo.

Nos vemos daqui a duas semanas com mais uma #BusinessTools, ok? Sucesso!

Referência: Chan Kim, W. & Mauborgne, R. (2005) A Estratégia do Oceano Azul – Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante. 34ª ed. Boston, Harvard Business School Publishing Corporation.

2019-02-11T15:12:39-02:00 28 de janeiro, 2019|Gerenciamento Estratégico|2 Comentários

2 Comentários

  1. Joice 28/01/2019 at 19:26 - Reply

    Parabéns, Ary!
    Excelente resumo de uma ferramenta de gerenciamento estratégico tão útil num mercado de tamanha concorrência. De fato achar um oceano azul é a saída para quem não quer dar de frente com enormes tubarões. 😉

    • Ary Moreira 29/01/2019 at 09:49 - Reply

      OPA! Com certeza, Joice! É preciso estar preparado para enfrentar os desafios da hipercompetitividade do cenário atual. Obrigado pelo comentário e sucesso!

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