Negócios Internacionais—indo d’Além Mar!

Negócios Internacionais—indo d’Além Mar!

Se em Portugal, não chame uma jovem de “moça”. Se no Brasil, não chame uma moça de “rapariga”, principalmente se você estiver no nordeste do país.

Quem atravessou o atlântico, partindo do Brasil rumo às terras lusitanas, sabe exatamente o que isso significa.  Para quem não conhece; eis a explicação – é extremamente ofensivo tratar uma jovem portuguesa de MOÇA. Para nossos irmãos lusitanos, o significado de moça é vagabunda. Para nós, brasileiros, moça é substantivo feminino que significa pessoa jovem, do sexo feminino. Da mesma forma, tratar uma jovem do nordeste brasileiro de RAPARIGA, é extremamente ofensivo! É o mesmo que chamá-la de prostituta. Já para os portugueses, rapariga significa pessoa jovem, do sexo feminino.

Neste post trataremos do fascinante tema, Negócios Internacionais e dos cuidados que devemos tomar quando decidimos fazer negócios cross bordering, seja como empreendedores ou colaboradores de empresas multinacionais. São vários aspectos que devemos considerar quando decidimos atravessar a fronteira, mas o mais delicado, na minha opinião, são as diferenças culturais. Bem-vindo a bordo e boa viagem!

1 – O que é International Business?

Resumidamente falando, Negócios Internacionais é toda e qualquer transação comercial realizada fora do domínio nacional. Desta forma, dizemos que as organizações que comercializam seus produtos/serviços além do domínio nacional, praticam Negócios Internacionais.

2 – O que devemos analisar quando negociamos internacionalmente?

  • O Ambiente Político-econômico

Conhecer o ambiente político-econômico do território a ser explorado é de suma importância para o sucesso de uma incursão overseas. Obviamente, não é possível comercializar produtos/serviços desconhecendo as regras locais no tocante às políticas tributárias, cambiais e regulamentadoras do segmento de indústria a ser explorado. Além disso, a forma de governo é outro aspecto crucial para o sucesso da investida. Ou seja, é preciso saber se não há risco político que possa ameaçar o desenvolvimento do negócio.

É sabido que o ambiente econômico obedece ao sistema sociopolítico de cada país e, obviamente, pode ser bem diferente de um país para outro. Por exemplo, o ambiente econômico do Leste Europeu é absolutamente diferente do ambiente econômico da Europa Ocidental. Portanto, uma empresa finlandesa que pretende fazer negócios num país como a Hungria, por exemplo, terá que reaprender como se lida com o capital. Tudo gira em torno da ideologia sociopolítica. Ambientes econômicos Socialistas lidam com o capital de forma absolutamente diferente dos países neoliberais; ou seja, os Socialistas defendem a propriedade social dos meios de produção, enquanto que os neoliberais pregam uma participação mínima, (ou nenhuma) do estado na economia. Há que se entender bem essas diferenças para evitar surpresas bem desagradáveis no curso de uma operação internacional.

Em resumo, conhecer a forma com que o governo local se comporta em relação às medidas restritivas ou facilitadoras quanto às instalações e incentivos fiscais; licenciamento; reserva de mercado; importação de know-how técnico, bens de capital e matérias-primas; repatriamento de capital e controle de preços são alguns aspectos a serem observados.

  • O Ambiente Tecnológico

As tecnologias empregadas na produção de produtos e serviços diferem muito de país para país e devem ser também analisadas amiúde. Não há como explorar um mercado internacional, que não possua recursos tecnológicos de ponta, se o produto/serviço a ser comercializado dependa deste fator. Por exemplo, serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano (Uber), dependem de uma tecnologia de gps de ponta para o sucesso da operação. Se o mercado local não dispõe desta tecnologia, o sucesso do negócio será severamente comprometido.

  • O Ambiente Cultural

Iniciamos este post falando do constrangimento que o uso de apenas duas palavras pode causar entre brasileiros e portugueses. Minha intenção foi enfatizar o quanto o aspecto cultural é crítico numa incursão internacional. Imagine se considerarmos todo o idioma; hábitos alimentares; etiqueta social; religião; crenças… o jeito de ser de cada povo! É óbvio que todos os outros aspectos são importantes, mas o ambiente cultural, no meu entender, é essencial. Por exemplo, a gigante McDonald’s, quando entrou na Índia, teve que reinventar sua forma de fazer hamburgers. Todos os outros aspectos envolvidos no negócio foram analisados e entendidos e poderiam até causar algum problema no curso da operação, mas nada que não pudesse ser consertado. Agora, comercializar carne bovina na Índia… não daria para consertar!

Vários outros exemplos de operações internacionais mal sucedidas poderiam ser expostos aqui para ilustrar o quanto as diferenças culturais interferem no sucesso da operação, mas acredito que o mais emblemático de todos é o da McDonald’s. Em resumo, quando decidimos atravessar as fronteiras em busca de novas oportunidades de negócios, primeiramente, devemos entender o quê de fato agrada ou desagrada os locais. Os outros aspectos são mais fáceis de administrar.

2019-02-17T11:01:20-03:00 22 de outubro, 2018|Gerenciamento Estratégico|0 Comentários

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