#BusinessTools 1 – SWOT Analysis

#BusinessTools 1 – SWOT Analysis

“A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não planejar” (John L. Beckley)

Começaremos hoje uma série de posts sob o título #BusinessTools. Nela, apresentaremos ferramentas da administração que julgamos ser as mais eficientes e aplicadas no dia-a-dia das organizações. As “mentes brilhantes” das mais renomadas escolas de negócios do mundo “gastam” boa parte do seu tempo criando métodos para facilitar as práticas administrativas. Já mencionei em outras publicações que adoro o empirismo! mas a teoria acadêmica é fundamental para uma gestão empresarial adequada.

Dessa forma, decidi criar está serie que tem como objetivo apresentar algumas dessas teorias (ou ajudar os que já viram a relembrar) e valorizar e parabenizar o trabalho dos meus colegas acadêmicos pelos esforços e tempo empreendido na criação e aplicação das mesmas. Sendo assim, nosso esquema de estudos seguirá uma métrica, em relação às teorias, que será responder às perguntas:

1 – O que é?

2 – Para que serve?

3 – Quando aplicar?

4 – Como aplicar?

Começaremos nossos estudos com a mais básica e, talvez, a mais utilizada SWOT Analysis. Ao trabalho!

1 – O que é?

SWOT é a abreviatura de quatro palavras em inglês (strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças)) para descrever as forças e variáveis intervenientes no processo de gerenciamento das estratégias corporativas. Credita-se a teoria a Albert Humphrey, que foi líder de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970. Apesar da longa data de criação, continua sendo utilizada com muita eficácia nos tempos de hoje.

2 – Para que serve?

É utilizada na análise e seleção dos fatores estratégicos à luz da situação atual. Todos nós sabemos que existem forças intervenientes na geração de vantagens competitivas oriundas dos ambientes interno e externo das organizações. Diagnosticá-las e acessá-las adequadamente é fundamental para a elaboração de estratégias geradoras de vantagens competitivas sustentáveis.

Essas variáveis intervenientes são geradoras de Forças e Fraquezas, que estão relacionadas ao ambiente interno; e Oportunidades e Ameaças, que estão relacionadas ao ambiente externo. O diagrama abaixo descreve os componentes de ambos os ambientes organizacional

As organizações têm controle sobre o seu ambiente interno, formado pela Estrutura Organizacional, a Cultura e os Recursos. Esses elementos podem gerar potencialidades (fortalezas), quando acessados estrategicamente, ou fraquezas, quando acessados aleatoriamente.

Por outro lado, o ambiente corporativo externo, está fora do controle das organizações. Ele é composto por Forças Socioeconômicas, Culturais e Politicas, além dos Avanços Tecnológicos, atrelado ao dinamismo do Seguimento da Indústria. Eles geram Oportunidades ou Ameaças dependendo da interpretação que se dá a essas mudanças do ambiente externo. Entender esse movimento alheio à vontade das organizações e interpretá-lo estrategicamente definirá o sucesso ou não do plano estratégico.

3 – Quando aplicar?

Sempre que se julgar necessário levantar os ambientes interno e externo da organização com o intuito de avaliar as estratégias em curso ou redesenhá-las com base nos resultados obtidos. Minha sugestão é que se estabeleça uma periodicidade para a realização deste levantamento que dependerá do porte da organização. Qualquer número menor que 4 e maior que 1 por ano; é recomendável.

4 – Como aplicar?

Antes de tudo e acima de tudo, é necessário envolver todos os colaboradores de todos os níveis hierárquicos no cumprimento da tarefa. Considerando que os ambientes, interno e externo, serão levantados, ninguém melhor que aqueles que compõem a organização para fazê-lo. Dessa forma, reuniões setoriais com sessões de brainstorming devem ser organizadas para discussão e análise.

Nossa sugestão de perguntas para as sessões de brainstorming seguem abaixo. São apenas algumas sugestões que servem como guia mas, obviamente, você pode acrescentar tantas outras quanto julgar necessário. O importante é entender que esta tarefa tem o intuito de levantar os ambientes interno e externo para acessar os fatores estratégicos geradores de vantagens competitivas sustentáveis, assim como também os pontos nevrálgicos que emperram o progresso da organização.

Fraquezas—O que fazer quando:

  1. Nós não temos uma direção estratégica clara
  2. Nossas instalações são obsoletas (ultrapassadas, desgastadas)
  3. Nos falta talento e consistência gerencial
  4. Nos falta algum conhecimento chave para tocar o negócio
  5. Somos “travados” por problemas operacionais internos
  6. Nossa linha de produtos é limitada
  7. Nossa imagem no mercado é fraca

Fortalezas—Como melhorar quando:

  1. Nós temos um nível alto de competência
  2. Nós temos recursos financeiros adequados
  3. Nós temos ótima reputação no mercado
  4. Nós temos melhores campanhas de marketing do que nossos competidores
  5. Podemos aumentar nossa linha de produtos/serviços para melhor atender nossos clientes
  6. Nós temos uma forte gestão
  7. Nós temos recursos tecnológicos de ponta

Ameaças—O que fazer quando:

  1. Competidores com preços mais baixos estão entrando no mercado
  2. As vendas de produtos similares aos nossos (substitutos) estão crescendo
  3. O mercado está crescendo mais devagar do que esperávamos
  4. As leis tributárias e trabalhistas são um custo alto para o negócio
  5. Nos tornamos vulneráveis às mudanças tecnológicas e de mercado
  6. Não conseguimos acompanhar os novos apelos de mercado
  7. Nossos consumidores estão cada vez mais exigentes e nós não conseguimos atendê-los adequadamente

Oportunidades—Como melhorar quando:

  1. Existe um grupo de consumidores que nós podemos alcançar
  2. Podemos aumentar nossa linha de produtos/serviços para melhor atender nossos clientes
  3. O mercado está crescendo mais rápido do que antes
  4. Nossos competidores tornaram-se mais frágeis
  5. As leis trabalhistas e tributárias estão nos favorecendo

Após a análise das informações provenientes das respostas coletadas no brainstorming, o próximo passo é categorizar as mais proeminentes para a elaboração das estratégias adequadas capazes de gerar o maior número de vantagens competitivas sustentáveis.

Aguardo você, daqui a duas semanas, para o estudo da próxima ferramenta. Até lá!

2019-01-16T13:57:26-03:00 17 de dezembro, 2018|Gerenciamento Estratégico|0 Comentários

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