Empreendedorismo–Ousar é preciso!

Empreendedorismo—Ousar é preciso!

Gente atrevida faz coisas que até Deus duvida!

O tema da nossa conversa é Empreendedorismo. Um tema muito em voga no cenário de negócios dos tempos atuais. Vou trazer a minha visão pessoal sobre o assunto e tentar desmistificar alguns aspectos que, na minha percepção, intimidam as pessoas a empreenderem suas ideias.

O que é ser Empreendedor? Qual é a origem do termo Empreendedor? Quais são as características de uma pessoa Empreendedora? Qualquer pessoa pode ser Empreendedora? São essas as perguntas que responderemos neste post. Espero que você se divirta com a leitura.

Uma das coisas (que na verdade é um mito) que mais me incomoda quando falamos em empreendedorismo é a noção equivocada que as pessoas têm de que só as “mentes brilhantes” empreendem. Atribuo à literatura especializada a culpa dessa noção errada que as pessoas têm em relação ao tema. Lembramos logo de  Larry Page e Sergey Brin (Google); Steve Jobs (Apple), Bill Gates (Microsoft), Akio Morita (Sony), Harley e Davidson e tantas, tantas outras pessoas “atrevidas” que, como dizia Jean Cocteau: “eles não sabiam que era impossível, foram lá e fizeram”. 

Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra atrevido é um adjetivo e substantivo masculino que significa: Determinar-se ao que é arriscado; ter a ousadia de; fazer frente a; opor-se a. algumas das características fundamentais de empreendedores. Ora, ao contrário do que se pensa, as pessoas citadas não têm uma habilidade especial de fazer coisas extraordinárias. Elas se tornaram ícones principalmente pelo atrevimento, e não pela suposta inteligência privilegiada que elas possam possuir. O resultado das ideias que elas empreenderam é que as transformou em pessoas especiais, não o contrário. Até então, eram pessoas comuns. Basta ler a biografia de Jobs e perceber que, muito provavelmente, você foi, ou é, um aluno muito melhor do que ele foi.

Alimentamos uma ideia errada de que essas pessoas são semideuses muito, mas muito, além de nós, pobres mortais, no quesito empreender boas ideias. Martin Luther King Jr. lindamente dizia“suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada, apenas dê o primeiro passo”. Não há atrevimento maior do que se ter fé! Ir à luta quando todos dizem “isso não vai dar certo” é se revestir da couraça de Empreendedor. É pular fora da caixa. Em outras palavras—ousar! Foi o que as pessoas citadas no início da nossa conversa fizeram.

O que é ser Empreendedor?

Ser empreendedor é algo que vai além da simples condição de empresários. Essa afirmativa tem sido muito colocada no mundo dos negócios já há algum tempo e faz muito sentido, embora eu sempre achei que quando o termo “entrepreneur” foi importado do dicionário de negócios estadunidense (apesar de ser uma palavra francesa) para o nosso meio, ele foi visto por nós brasileiros como se fosse algo novo, de vanguarda… tipo uma nova filosofia ou técnica ou sei lá o quê. Em consequência, as pessoas passaram a se intitular, com um certo orgulho, de Empreendedores e não mais empresários.

Origem do termo Empreendedorismo

A palavra francesa “entrepreneur” significa “aquele que incentiva as brigas”. Esta palavra deu origem, não sei ao certo por que cargas d’água, à palavra inglesa entrepreneurship que é um neologismo da palavra francesa. Todos nós sabemos que neologismo é a criação de novas palavras formadas a partir de outras já existentes, na mesma língua ou não, e que tenham algum sentindo intrínseco com a original. A literatura estadunidense define entrepreneurship como a “capacidade e disposição de desenvolver, organizar e gerenciar um novo negócio, assumindo seus riscos com o intuito de gerar lucro”. Sinceramente, não consigo ver nenhuma semelhança dessa definição com a francesa: “aquele que incentiva as brigas”. Porquê o pessoal dos Estados Unidos criaram esse neologismo é um grande mistério (se alguém tiver a resposta, por favor, me avise), mas se o assunto é “business” e veio dos Estados Unidos é igual a Bayer! Melhor não questionar.

Resumidamente falando, ter uma ideia, transformá-la em negócio assumindo seus riscos, gerenciar esse negócio e lucrar com ele; é empreender. Simples assim. O seu Manoel e a dona Maria da padaria da esquina fizeram e fazem exatamente isso. Ou seja, não precisa ser um Jobs da vida para empreender uma ideia. Se ela vai virar uma Apple ou uma quitandinha é uma outra história.

Minha maior ambição com esse post é passar a ideia de que a possibilidade de “fazer algo que brilhe”, como dizia Henry Ford, está disponível a todos as pessoas que creem nesta possibilidade. Não é privilégio de um pequeno grupo de afortunados para os quais o “destino” determinou a vitória. Espero, sinceramente, que você creia nisso e se eu puder, de alguma forma, contribuir para reforçar a sua fé nesta possibilidade; vou ter atingido meu objetivo maior com este post.

Em outras palavras, as capacidades mínimas necessárias para se tornar um empreendedor de verdade repousa em cada um de nós. Não é privilégio de uma minoria. Não são os conhecimentos técnicos-acadêmicos nem tampouco as habilidades intelectuais que vão definir o sucesso. Vão ajudar bastante, mas não vão determinar. Sinceramente, às vezes até atrapalham. Muita racionalidade pode impedir o sucesso. Quem pensa não casa mesmo! O que precisamos para empreender algo, seja de que tamanho for, está muito mais relacionado com aqueles aspectos psicológicos do que com nossa capacidade cognitiva. Somos minimamente inteligentes para fazer coisas grandes. Mas nem sempre temos nossa autoestima minimamente elevada para tal. Além, é claro, de outros aspectos tais como autocontrole, inteligência emocional, garra, atrevimento, valentia, ousadia, fé. A boa notícia é que tudo isso pode ser aprimorado através de terapias, meditação, oração, sei lá… não sei bem como, mas eu simplesmente me nego a aceitar que “uns nascem para sofrer enquanto os outros riem”

Quem pode ser Empreendedor?

Estudos sobre o tema revelam que grandes empreendedores não são aqueles que tiveram as melhores notas nos estudos e se graduaram com louvar nas melhores universidades. Muito pelo contrário. Basta pegar os exemplos de Jobs e Gates para atestar esse fato. Portanto, se você é pai ou mãe, não se desespere, você pode estar criando um(a) grande empreendedor(a). Outro fato é que eles são oriundos das mais diversas classes sociais de diferentes nacionalidades, de qualquer sexo, credo, cor… não há característica sociocultural e econômica, assim como étnica, raça e gênero que possa caracterizar o perfil de quem empreende algo grande. Não há um estereótipo para essa categoria de pessoas. O que é uma ótima notícia. Você pode ser “um dos tais” e ainda não se deu conta!

Características de Pessoas Empreendedoras

Não obstante ao exposto, estudiosos do tema elencaram algumas características que são comuns a essas pessoas. Tenacidade é uma delas. Quem já abriu e operou uma empresa no Brasil sabe que tenacidade é vital para permanecer no negócio. Não é simples em nenhum lugar do mundo, mas aqui… O significado da palavra diz tudo: estado ou condição do que é tenaz; resistente ou difícil de partir. Qualidade do que adere fortemente a uma superfície. Só os fortes resistem! Ao longo da empreitada as lutas surgirão; se não formos resilientes para “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima” não vamos empreender nada. Você acha que foi fácil construir empresas como Ford, Apple, Sony, Harley-Davidson…?

Outra característica bastante evidenciada é a paixão pela ideia que será empreendida. Ao contrário do que se pensa (outro mito), empreendedores de verdade pensam em algo que vai além da possibilidade de ganhar dinheiro com o negócio. Eles acreditam e querem mudar o mundo, virar notícia, levantar uma bandeira. Existe um entusiasmo tão grande no que fazem que os obstáculos do percurso, por mais difíceis que sejam, são superados facilmente. Trabalham além da conta sem nenhum peso ou culpa. Se divertem com o que fazem. O dinheiro, e às vezes, muito; vem em decorrência do “hard work”. Não é o foco. Não é por dinheiro é por paixão.

Ser corajoso é outra qualidade importante de quem empreende. Lidar com as incertezas e os riscos que permeiam o ambiente corporativo corajosamente; é sem dúvida uma grande qualidade. Coragem não está relacionado à irracionalidade nem tampouco à irresponsabilidade.  Coragem é a habilidade de se lançar às incertezas, certos de que os resultados não são terminais. Podemos perder hoje, mas isso não é para sempre. Vamos tentar de novo e de novo e de novo… (“get rich or die trying”). A coragem é a mola propulsora das grandes ideias enquanto que o medo é o fator paralisante. O medo é um terrível entrave para o sucesso nos negócios e na vida. É por essa razão que “Deus não dá o espírito do temor” (2 Timóteo 1:7).

Outro traço marcante dos empreendedores é a capacidade de vislumbrar cenários e oportunidades onde ninguém mais vê. Onassis dizia que “O segredo de um negócio está em saber o que ninguém sabe”. Numa entrevista em que o repórter o perguntou o que o levara a ser o homem mais rico do mundo, à época, Onassis respondeu: você está vendo aquela lâmpada debaixo da cadeira ali no estúdio?” No que o repórter respondeu—“sim”. Então Onassis completou: “pois é; eu vi primeiro!”. Empreendedores são visionários futuristas. Não seguem regras preestabelecidas pelo mercado. São quebradores de paradigmas. Verdadeiros “Rule breakers” e não se incomodam nem um pouquinho com o rótulo de “diferentes”.

Além do mais, empreendedores têm um senso de autocrítica conectado à autoconfiança bastante singular. Eu diria; impressionante! É muito comum ouvi-los dizer: “isso eu não sei fazer, mas sou capaz de aprender rapidinho se você me ensinar”. Acreditam na possibilidade de dar tudo errado, mas não se intimidam com isso. Preferem colocar a cara na janela e correrem o risco de levar uma pedrada, a abdicarem do prazer de contemplar a paisagem. São obstinados pelo resultado, pelo alcance dos objetivos, altamente competitivos, primam pela qualidade e perfeição. Ficam horas e horas se dedicando a um detalhezinho que todos julgam ser irrelevante até ficar perfeito e não se cansam fazendo isso! O que, de certa forma, irrita os imediatistas que fazem de qualquer maneira só para se livrar da tarefa. Contudo, são flexíveis o suficiente para admitirem uma perda sem maiores melindres. É comum ouvir essas pessoas fazerem o mea culpa, mea maxima culpa”, sem a menor culpa, tipo “me dediquei tanto a esse detalhe e não deu em nada! Paciência, da próxima vez faço diferente”.  São pessoas com espírito desportivo. Sabem que “perder” é do jogo. Por outro lado, não jogar para não correr o risco de perder; bem, isso nem passa pela cabeça dessas pessoas! Começar de novo para elas é um detalhe tão pequeno que nem merece comentário. Perseverança é a palavra de ordem para quem quer empreender algo grande.

Que mais poderíamos ressaltar? São pessoas de cabeças abertas para o novo, pessoas sonhadoras, divertidas, de bem com a vida, lutadoras e, sobretudo, comuns e especiais; como você e eu. Ah, e também como aquele tal de Einstein. Aquele mesmo, que os pais pensavam que era retardado! Também pudera; até a idade de três anos, ele não falou uma única palavra e a tremenda dificuldade de se expressar perdurou até aos nove. Ninguém acreditava que ele pudesse um dia ser capaz de “ligar os pontos”; nem seus pais! Porém, seu nome está cunhado na história, com toda justiça, como o maior Físico de todos os tempos! Acredite! Somos todos capazes, por mais que as circunstâncias duvidem.

2018-06-11T12:33:48-03:00 29 de maio, 2017|Empreendedorismo|4 Comentários

4 Comentários

  1. Salvatore 11/06/2017 at 12:15 - Reply

    Mi è piaciuto molto, bravo

  2. Isa 12/06/2017 at 10:53 - Reply

    Parabéns, meu amigo… li alguns tópicos e vc como sempre, muito competente no que faz!!!

    • Ary Moreira 12/06/2017 at 11:29 - Reply

      OPA! Muito bom receber um comentário seu, Isa! Valeu!!!

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