Você sabe o que é Hakuna Matata? A arte de ser resiliente!

Você sabe o que é Hakuna Matata? A arte de ser resiliente!

“No presente a mente, o corpo é diferente e o passado é uma roupa que não nos serve mais” (Belchior)

Começaremos hoje uma sequência de quatro posts sobre o tema resiliência. Vamos ilustrar este estudo com histórias inspiradoras de pessoas, instituições e nações que fizeram do limão a limonada se reerguendo em meio às cinzas. A ideia de preparar esta sequência começou em um cineminha de domingo em ótima companhia!

A nova versão de The Lion King (O Rei Leão) chega aos cinemas repleta de novidades! Fui conferir e relembrar o clássico de 1994 com minha esposa e a minha sobrinha-neta. Ótimas companhias. Haja pipoca!

Fiquei impressionado com a apresentação em live-action preparada pela Disney. A Disney realmente sabe o que faz! As dublagens de Beyoncé, Donald Glover e James Earl Jones, também são incríveis. Mas o que mais me chamou a atenção, de novo, foi a musiquinha cantada pelos personagens Timon e Pumba, que minha sobrinha canta de forma linda e vibrante—Hakuna Matata! Mas afinal, o que é Hakuna Matata?

O que é Hakuna Matata?

Ao contrário do que eu pensava, hakuna matata, realmente existe! É uma frase em suaíle, língua falada na África Oriental (Tanzânia e Quénia) usada com muita frequência pelos nativos e também por povos de outras línguas. Tipo um mantra. O significado literal é lindo: hakuna (não há); matata (preocupação ou problema). A frase é parte de uma canção popular queniana, Jambo Bwana, entoada como boas-vindas aos turistas que visitam o Quénia.

O brilhante Elton John em parceria com o não menos brilhante Tim Rice, em 1994, criaram a música Hakuna Matata para a trilha do filme O Rei Leão. Elton John (melodia) e Tim Rice (letra). O resultado foi uma indicação ao Oscar de melhor canção e o 98º lugar pela American Film Institute entre as 100 melhores músicas de filmes. Entretanto, a música vencedora do Oscar daquele ano foi Can You Feel The Love Tonight, também parte da trilha do filme; também de autoria de Elton John em parceria com Tim Rice. São ou não são incríveis?

Qual é o Princípio de Hakuna Matata?

A metáfora por trás da música é encorajar o personagem, Simba, preso ao seu passado trágico, a olhar para frente e viver o momento presente. O princípio de Hakuna Matata é, sem dúvida; resiliência. Segue um trecho da melhor versão da música, na minha opinião:

“Hakuna Matata. É tão fácil dizer. Hakuna Matata. Sim, vais perceber. Os teus problemas são para esquecer. P’ra sobreviver, tens de aprender Hakuna Matata”

O que é resiliência?

A Física descreve resiliência como sendo a “propriedade que alguns corpos têm de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação”. A mola, o elástico, a espuma, a bola de encher são exemplos clássicos de materiais capazes de retomar a sua forma original após terem sido submetidos à pressões externas.

As ciências humanas adotaram esse termo, resiliência, analogamente, para descrever a capacidade que algumas pessoas, organizações e nações têm de, quando submetidas a algum infortúnio da vida, se reerguerem das cinzas vitoriosamente e, muitas vezes, mais resistentes, inclusive.

Como ser resiliente?

Alguns aspectos relacionados à maturidade emocional, como a estrutura do Mindset individual, exercem forte influência na capacidade de sermos ou não resilientes. Contudo, na minha humilde opinião, o princípio básico para nos tornarmos resilientes é deixarmos as lembranças amargas do passado de lado e vivermos um dia de cada vez. A possibilidade real de construirmos um futuro bem sucedido é nos colocarmos com toda intensidade e plenitude no momento presente. Tipo Hakuna Matata. Entretanto, não é bem assim que agimos.

Pesquisas revelam que 75% das pessoas vivem presas às lembranças passadas tipo “como seria se tivesse sido assim ou assado?”. 20% se preocupam com o futuro devaneando em elucubrações improváveis: “quando eu arrumar aquele emprego”; “quando eu passar naquele concurso”; “quando eu tiver dinheiro”; “quando…”. Apenas 5% vivem o presente focando um dia de cada vez; baseado em: O que temos para hoje?

O único ponto temporal onde podemos exercer algum tipo de influência; é o presente. O aqui e agora. Por isso Deepak Chopra diz que “o presente é uma dádiva e por isso se chama presente”. O passado pertence a uma ciência chamada História. Não nos pertence mais. É, no máximo, um referencial que nos serve de experiência. Nada além disso. O futuro pertence a Deus e, em um belo dia, não chegará para cada um de nós. Portanto, só somos, de fato, em toda a nossa integralidade e potencialidades; no momento presente. Há quem diga que nem é momento! É no instante presente. Simplesmente porque instante é um tempo mais curto que momento.

É impossível, enquanto indivíduos, instituições ou nações, “sacudirmos a poeira e darmos a volta por cima” presos ao passado (às coisas ruins do passado, o que é pior ainda) ou sonhando com um futuro que não temos a menor garantia de que vai acontecer. Pessoas, instituições e nações que deram a volta por cima começaram suas transformações deixando o passado de dor para trás. Vamos contar, nos próximos três posts da série, algumas histórias inspiradoras sobre o que é ser resiliente. Conto com sua presença. Até lá!

2019-08-28T18:44:06-03:00 9 de setembro, 2019|Resiliência Organizacional|0 Comentários

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