Por que temos que matar um leão por dia? Vencendo a Competitividade

Por que temos que matar um leão por dia? Vencendo a Competitividade

A felicidade é possível. É um estado de espírito que não se fundamenta na vitimização tampouco no complexo de vira-latas

Por que não vamos além?

Por que nossa liderança não consegue mobilizar nosso pessoal?

Por que temos que matar um leão por dia?

Por que tudo isso é tão chato?

Talvez esse seja um dos jargões mais usados no mundo corporativo: matar um leão por dia! Convencionou-se que operar um negócio é tão árduo e penoso tal qual matar um leão por dia. Acreditamos que é assim mesmo que se administra uma organização, tendo que se reinventar por toda a existência até o último suspiro. Nossa cultura de vitimização e do esforço extremo para alcançar a recompensa corrobora decisivamente com essa máxima. Mas por que tem que ser assim tão difícil e arriscado?

Como vencer a competitividade?

De fato, estamos numa arena! Vivemos o que eu chamo de a Era da Hipercompetitividade. Tem muita gente brigando por fatias cada vez menores de mercado. Se destacar neste cenário e ser o escolhido entre tantos bons jogadores não é uma tarefa simples, mas não se compara a ter que matar um leão por dia. Encarar as demandas impostas por este momento de competitividade extrema está muito mais relacionado com o modelo de gestão do que com o “arregaçar as mangas” e partir para a briga com o leão.

O que tenho observado são estratégias reativas às demandas impostas pelo momento altamente competitivo baseadas em táticas estanques oriundas de ambientes organizacionais não sistêmicos que decidiram, por convenção, assumir a postura do correr atrás e da reinvenção diária de suas práticas na criação de vantagens competitivas. Não funciona mais! Um belo dia o leão corre mais e viramos estatística. É só dar uma olhada nas publicações da Fortune 500.  Os primeiros lugares raramente se repetem ano-após-ano. O mesmo se aplica às empresas brasileiras. “De cada 4 empresas abertas, 1 fecha antes de completar 2 anos de existência”; ou seja, o leão anda comendo muita gente. Mas por que é tão difícil sobreviver?

O que é Vantagem Competitiva?

Para vencermos os nossos leões diários, precisamos agregar valores aos nossos produtos/serviços capazes de suplantar a concorrência. Em outras palavras, precisamos de criar vantagens competitivas. No passado, quando as tecnologias de ponta eram pouco utilizadas e os meios de comunicação eram precários; agregar valores aos produtos/serviços difíceis de serem copiados não era uma tarefa muito complicada. Dessa forma, quando uma organização agregava algum valor ao seu produto/serviço, capaz de suplantar a concorrência; ou seja, criava uma vantagem competitiva, ela dispunha de um tempo razoável até ser alcançada pelos rivais. Não precisava matar um leão por dia. Podia matar um por semestre, ou por ano, talvez um pouco mais.

Entretanto, à medida que as tecnologias se tornaram mais sofisticadas e acessíveis e os meios de comunicação cada vez mais imediatos; esconder um segredo comercial por muito tempo tornou-se uma missão praticamente impossível! Daí a necessidade de se reinventar todos os dias; ou seja, matar um leão por dia. Mas, vamos combinar, além de dar um trabalho danado, também é muito perigoso! As estatísticas comprovam a tese. Como se livrar deste círculo vicioso, então? Criando vantagens competitivas sustentáveis.

O que é Vantagem Competitiva Sustentável?

Como o nome já esclarece, Vantagem Competitiva Sustentável são aqueles valores agregados ao produto/serviço que não são sujeitos a replicações. Em outras palavras, bem objetivamente—não dá para a concorrência copiar! Esses valores não copiáveis são oriundos de um ambiente organizacional que favorece o Compartilhamento de Visões. Isto porque o compartilhamento de visões entre todos os colaboradores em todos os níveis hierárquicos traz à tona o Conhecimento Tácito e os Valores Invisíveis que são a essência da Vantagem Competitiva duradoura.

O que é Conhecimento Tácito e Valores Invisíveis?

São aqueles conhecimentos e valores que emergem do relacionamento entre pessoas afins. Considerando que esses valores e conhecimentos são os motores de vantagens competitivas duradouras, a necessidade de criarmos facilidades para uma interação interpessoal entre todos os colaboradores em todos os níveis hierárquicos dentro do ambiente de trabalho; se faz urgente.

Não é mágica; é ciência. Os conhecimentos tácitos e os valores invisíveis não constam nos manuais de normas e procedimentos. É fruto da interação entre as pessoas dentro das organizações. Não são documentados e, portanto, não replicáveis. Sabe aquela receita da vovó que só sua mãe sabe fazer? Pois é, você tem a mesma receita e não consegue fazer igual. Sua mãe faz igual porque estava ao lado de sua avó enquanto ela preparava o prato e assimilou os conhecimentos tácitos e os valores invisíveis que não foram documentados na receita. Aquele jeitinho que não dá para documentar por escrito; entende? Em outras palavras, os “outsiders” não podem copiar esses conhecimentos oriundos do compartilhamento de visões dentro do ambiente corporativo.

Portanto, liberte-se desse mantra horroroso de ter que matar um leão por dia, todos os dias, dedicando-se à elaboração de estratégias que facilitem a interação entre seus colaboradores e a consequente troca de figurinhas. Esta interação trará à tona os conhecimentos tácitos e os valores invisíveis não replicáveis, os quais são geradores de vantagens competitivas duradouras. Até a próxima!

2019-05-06T08:56:31-03:00 22 de abril, 2019|Educação Corporativa|0 Comentários

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: