Os 5 Passos Fundamentais do Programa de Treinamento Corporativo

Os 5 Passos Fundamentais do Programa de Treinamento Corporativo

O maior benefício do treinamento não vem de se aprender algo novo, mas de se fazer melhor aquilo que já fazemos bem. (Peter Drucker)

  1. Objetivo: Defina claramente o objetivo do treinamento – O Que será Treinado? Qual comportamento deseja-se mudar ou adquirir? Não caia na armadilha de treinar só por treinar.
  2. Carga Horária: Defina a carga horária sem sobrecarregar os colaboradores com treinamentos infindos e completamente desnecessários. Elabore, cuidadosamente, um fluxograma de atividades. Tente sempre não comprometer as horas de folga com treinamentos. Caso isso seja necessário, negocie com os colaboradores essas horas.
  3. Divulgação: Anuncie quem será o treinador e a quem se destina o treinamento, explicando o porquê e a sua importância, de forma muito clara e convincente, de modo a persuadir os colaboradores à participação. Explique os detalhes de como o treinamento será ministrado. Seja objetivo nessa explicação, mas não passe por cima de esclarecimentos importantes. As pessoas têm uma ansiedade natural de saber como as coisas funcionam; portanto, dê um resumo geral dos tópicos, objetivos, dinâmicas, etc.
  4.  Metas de Produtividade: Estabeleça metas de crescimento após o treinamento ter sido ministrado.
  5. Benefícios: Demonstre os benefícios que o treinamento proporciona para a organização e para cada colaborador.

Quem treina tem sorte!

Arnold Daniel Palmer, ou simplesmente, Arnold Palmer, foi um dos maiores jogadores da história do golfe de todos os tempos. Nascido nos Estados Unidos em 1929, portanto, há muito tempo atrás, continua sendo, ainda hoje, considerado um ícone do esporte. Era chamado de “The King” pelos especialistas e amantes do golfe. Ganhou inúmeros títulos, popularizou o esporte nos Estados Unidos e entrou para a história como um dos melhores e mais bem sucedidos jogadores de golfe de todos os tempos. Depoimentos de quem conviveu com ele e estuda a história do golfe nos Estados Unidos são unânimes em afirmar que “The King” dedicava-se ao treinamento como nenhum outro jogador. Ele dizia, com elegante propriedade: “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. Neste post, vamos tratar do tema Treinamento Corporativo, da sua importância e do desprezo por parte daqueles que insistem em dizer que é perda de tempo treinar.

Por que Treinar?

Afinal, por que treinar? Vou responder a essa pergunta dando alguns exemplos. Vamos começar pela Corning, Inc, uma empresa fabricante de vidros nos Estados Unidos, a qual fez um processo de recrutamento e seleção onde de 8.000 candidatos recrutados apenas 150 foram contratados. O objetivo era contratar colaboradores com o seguinte perfil: habilidade para resolver problemas e disposição para trabalharem em times. Os 150 selecionados receberam extensivo treinamento técnico e nas áreas de habilidades interpessoais. Durante o primeiro ano de produção, 25% de todas as horas trabalhadas foram devotadas ao treinamento a um custo de 750.000 dólares. Nada mais nada menos do que um quarto do dia de trabalho dedicado ao treinamento (ah, meu Deus, quando chegaremos lá?!).

Sendo assim, o planejamento para colocar em prática a estratégia de times de trabalho foi minuciosamente elaborado. O resultado dessa iniciativa, entre outros, foi a redução do tempo gasto na linha de produção de um tipo de filtro de vidro em 6 vezes após o treinamento. Além do mais, a empresa teve um lucro líquido de 2 milhões de dólares nos 8 primeiros meses (curtíssimo prazo!) após a implementação do programa de treinamento, o que contrariou as previsões financeiras antes da implementação do programa, que apontavam para um prejuízo de 2.3 milhões de dólares. O resultado foi tão acima das expectativas, que o programa foi difundido para as outras 27 fábricas do grupo nos Estados Unidos.

Além da experiência da Corning, uma pesquisa em 155 fábricas, ao redor do mundo, revelou que, numa estratégia de cortar custos, o treinamento é a arma mais eficaz. Outra descoberta importante desse estudo é que empresas que investem em treinamento são, em média, 19% mais produtivas do que as que não o fazem. Outro estudo interessante revela que as empresas que investem em treinamento reduzem em 7% as perdas de produção. Pesquisas também têm revelado que a implementação de estratégias de diferenciação, as quais enfatizam a qualidade na prestação de serviço, são bem sucedidas quando investimentos em treinamentos são priorizados.

O segredo da Motorola

Outro bom exemplo é o da Motorola. Com um faturamento anual em torno de 30 bilhões de dólares, a empresa destina 4% desse montante ao treinamento, ou seja, aproximadamente 1.2 bilhões de dólares (bilhões com B mesmo!). Além do mais, 40hs por ano são destinadas a treinamento na Motorola. A empresa estima que cada dólar investido em treinamento traz um retorno de  30,00 dólares num prazo máximo de três anos.

Esses são os porquês da importância do treinamento: Aumento da produtividade, obviamente; diminuição do desperdício; mudança de hábito; satisfação do colaborador, que vai executar a tarefa mais facilmente e mais corretamente; satisfação dos consumidores, que terão melhores serviços e produtos disponíveis para o consumo; entre outros. Agora eu pergunto: Você precisa de mais algum motivo para investir em treinamento?

Entretanto, algumas experiências frustrantes de programas de treinamento podem levar a errônea conclusão de que não vale a pena “perder” tempo treinando. Embora a importância do treinamento seja incontestável, como exposto através dos exemplos aqui mencionados, muitas vezes as organizações negligenciam o processo de estruturação do programa de treinamento comprometendo sua eficácia, o que provoca uma sensação de frustração e perda de tempo por parte dos participantes. Sabe aquela sensação de enfado que nos envolve quando somos expostos àquilo que, de antemão, já sabemos? Em outras palavras, a estruturação do programa de treinamento é tão importante, ou mais importante, quanto o treinamento em si.

Como vimos, existem vários motivos para o desenvolvimento de programas de treinamento. Você, líder, deve ter claro o seu objetivo antes de começar a treinar. Não perca tempo ensinando coisas que sua equipe já sabe fazer com maestria, ou que não vão trazer mudanças significativas dentro do grupo em termos de produtividade e/ou de comportamento. Se você quer aumentar o nível de sorte da sua equipe; Treine-a!

2018-10-15T18:59:37-03:00 31 de julho, 2017|Educação Corporativa|0 Comentários

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