O seu Mindset é Fixo ou Progressivo? Não sabe? Aprenda como responder

O seu Mindset é Fixo ou Progressivo? Não sabe? Aprenda como responder

“A genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração” (Thomas Edson).

O que é Mindset?

Como o Mindset se desenvolve?

Qual a diferença entre Mindset Fixo e Mindset Progressivo?

Quais são as características fundamentais dos Mindsets Fixos e Progressivos?

Como o Mindset atua no desenvolvimento organizacional?

São essas as perguntas que responderemos ao longo de uma série de quatro posts que se inicia hoje. Se você quer saber mais sobre esta importante teoria que muda completamente a perspectiva de aprendizagem e evolução pessoal e profissional; venha comigo até ao final deste estudo.

O que é Mindset?

A professora da Universidade de Stanford nos Estados Unidos, Carol S. Dweck tem sido reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho na área do conhecimento publicado em seu livro, Mindset: The New Psychology of Success (2006) (Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso (2006)). O estudo, muito bem elaborado, diga-se de passagem, descreve os aspectos fundamentais na construção do arquétipo psicológico e como isso interfere de forma decisiva nas nossas trajetórias de vida.

Resumidamente falando, Mindset, cuja melhor tradução quer dizer Mentalidade, diz respeito à capacidade que os indivíduos têm de perceber, entender e interagir com os desafios cotidianos do mundo que os cerca. Isto é, Mindset é o nosso arquétipo psicológico. Interpretamos o mundo que nos rodeia e interagimos com ele com base nas crenças e valores, formativos e culturais, que compõem este arquétipo psicológico. Mas como isso é construído?

Como o Mindset se desenvolve?

Este padrão psicológico individual de lidar com o mundo ao nosso redor é construído ao longo de toda a nossa existência através de aprendizados e experiências; entretanto, é na primeira infância o seu ponto de construção fundamental. Isto porque, é na primeira infância que o que recebemos de conceitos culturais e formativos fica meio que “tatuado” na nossa psique dirigindo nossas ações e reações, inconscientemente, ao longo de nossas trajetórias de vida.

É irônico, e desconfortável, assumirmos que somos “prisioneiros” de nossos subconscientes, mas é verdade. Os conceitos formativos construídos na primeira infância, principalmente, são muito difíceis de serem remodelados e exercem forte influência na nossa forma de lidar com os desafios cotidianos do mundo ao nosso redor.

Mudar esse padrão é uma tarefa possível de se realizar, mas não é simples e requer algumas precondições como, por exemplo, um ambiente seguro e generoso. Em relação a esses modelos mentais, Peter Senge diz:

“Somos nossos modelos mentais. Eles estão profundamente enraizados em nossa história de vida e na noção que temos de quem somos. Existe um antigo ditado que diz: “Um olho não vê o outro olho”. A aprendizagem que altera os modelos mentais é altamente desafiadora, desorientadora. Pode ser assustadora ao confrontarmos crenças e pressupostos consagrados. Não pode ser feita solitariamente. Só ocorre dentro de uma comunidade de aprendizes.”

Para essa construção do arquétipo psicológico individual, a Dra Dweck, através de sua pesquisa, observou dois tipos de Mindsets—Mindset Fixo e Mindset Progressivo.

Qual a diferença entre Mindset Fixo e Mindset Progressivo?

Se o formato de construção do arquétipo psicológico, nossos Mindsets, nos capacita a lidar com o mundo ao nosso redor “adequadamente”; ou seja, de forma madura; equilibrada; realista; imparcial; racional; positiva e resiliente; dizemos que o Mindset é Prorgressivo. Em contrapartida, se a forma com que lidamos com os desafios cotidianos distorce a realidade com interpretações parciais e irracionais; dizemos que o Mindset é fixo.

Resumidamente falando, indivíduos com o Mindset progressivo encaram os desafios cotidianos da vida de forma menos angustiante e estressante, em contraste com os indivíduos de Mindset fixo, os quais vivem no “fio da navalha”.

O tipo de Mindset, segundo a Dra Dweck, interfere decisivamente no processo de aprendizagem. Talvez seja essa a maior contribuição do estudo—a desmistificação da crença comum de que indivíduos inteligentes já nascem prontos enquanto que os menos afortunados se resignam à mediocridade. Graças a Deus, não é bem assim! Mas como é; afinal? Isso é assunto para o nosso próximo encontro daqui a duas semanas. Conto com a sua presença!

2019-07-29T16:09:14-03:00 15 de julho, 2019|Resiliência Organizacional|0 Comentários

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