Fora da Caixa—Quebrando Paradigmas!

Fora da Caixa—Quebrando Paradigmas!

“Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Marcos 9:23)

  1. O que é um Paradigma?

  2. Como eles são estabelecidos?

  3. Como quebrar um Paradigma?

  4. Quem pode quebrar um Paradigma?

Concluindo nossa sequência de dois posts sobre paradigmas, no primeiro, Dentro da Caixa—A prisão dos Paradigmas! contamos as histórias da indústria relojoeira suíça e da Kodak para ilustrar o tema. Neste último post, concluiremos nossos estudos respondendo às perguntas acima. Vamos sair da caixinha?

1 – O que é um Paradigma?

Por definição paradigma é “algo que serve de exemplo geral ou de modelo. Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura”. Sendo assim, todos os processos estabelecidos ao longo dos tempos como padrões para execução de tarefas, assim como crenças e pressupostos que definem comportamentos e tradições culturais; são tidos como paradigmas.

2 – Como eles são estabelecidos?

Nas sociedades, são estabelecidos através do desenvolvimento da cultura de cada povo. É aquele “jeitinho” de ser de cada povo que o descreve, inconfundivelmente, dos demais povos. Tradições perpetuadas por séculos que passam de geração a geração e que dificilmente são quebradas.

No mundo corporativo, os paradigmas são criados a partir dos pioneiros no desenvolvimento de determinado produto/serviço ou método de produção e comercialização. Dessa forma, como ilustrado no primeiro post, a indústria relojoeira suíça desenvolveu um modelo para a fabricação de relógios que se transformou na “única” forma de se produzir relógios no mundo. O mesmo se aplica à fotografia analógica da Kodak, também explicitado no post anterior.

Quem cria um paradigma, normalmente, lidera o mercado por muito tempo. Enquanto todos os concorrentes permanecem dentro da caixinha seguindo os padrões do criador do paradigma; o sucesso do criador é inabalável. Entretanto, quando alguém decide pular fora da caixa e criar uma forma alternativa de fazer o que até então só admitia um único jeito de ser feito; o paradigma é quebrado. Então, aqueles que fundamentaram seus sucessos em fazer a mesma coisa do mesmo jeito por toda a vida se desestruturam implacavelmente e, se não quebram, se machucam bastante. Foi o que aconteceu com a indústria relojoeira suíça e com a Kodak.

3 – Como quebrar um Paradigma?

Rejeitar um padrão consagrado e propor novas alternativas para fazer algo que sempre foi feito de um determinado jeito não é uma tarefa fácil. É desafiador, constrangedor, aterrorizante… tomar a direção contrária à grande e, às vezes, absoluta maioria é um ato de extrema coragem. Quebrar paradigmas é coisa de gente valente e, muitas vezes, também sem juízo. Para a grande maioria de nós é preferível não colocar a cara fora da janela e não correr o risco de levar uma pedrada do que nos expormos à possibilidade de apreciar a paisagem. Acho que somos assim; meio acomodamos (puro achismo!).

Em outras palavras, quebrar paradigmas é uma decisão individual, baseado na premissa exposta acima. Ou seja, se você não quer correr riscos; faça tudo do jeito que o padrão cultural e organizacional prescreve e obtenha os resultados que o padrão cultura e organizacional determina. Mantenha-se dentro de sua confortável caixinha. Por outro lado, se você quer mais do que o padrão determina como sucesso e felicidade; pule fora da caixa, ponha a cara na janela e corra o risco de ser feliz. E se não der certo? … E se der certo? …

4 – Quem pode quebrar um Paradigma?

Na grande maioria das vezes são os tidos como loucos! Não encontro nada melhor do que o trecho da “balada do louco” dos Mutantes para descrever o que é ser um quebrador de paradigmas:

Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz

Só os “loucos!” quebram paradigmas! Sair da caixa dá o maior friozinho na barriga! Deve ter sido isso que Henry Ford sentiu quando reinventou a indústria automobilística. Não é para qualquer um encarar o desconforto das incertezas, seja em que área da vida for. A possibilidade de cair no ridículo e ter que admitir que “tentou reinventar a roda”, fazer papel de bobo, encarar os dedos em riste …, não é nada confortável!

Mas os quebradores de paradigmas não se importam muito com isso. Admitem o “fracasso” publicamente, sem melindres, normalmente acompanhado da sentença: “desta vez não deu certo!”. Preferem sair de dentro de suas caixas e colocar a cara na janela. Rejeitam seguir os mesmos padrões classificados como a única forma de se fazer algo ou de se comportar como. Abraçam, com todas as forças, a possibilidade, mesmo que remota, de correr o risco de serem felizes!

2018-11-26T16:24:36-03:00 26 de novembro, 2018|Empreendedorismo|0 Comentários

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