Como reconhecer talentos e apoiar esforços? Remodelando o Mindset

Como reconhecer talentos e apoiar esforços? Remodelando o Mindset

Elogie publicamente e corrija em secreto. Sempre com feedbacks honestos!

Estamos encerrando hoje uma sequência de quatro posts sobre a teoria do Mindset. Segue abaixo os links dos três primeiros para melhor situar você que talvez esteja chegando agora:

Primeiro: O seu Mindset é Fixo ou Progressivo? Não sabe? Aprenda como responder

Segundo: Quais são as diferenças entre Mindset Fixo e Mindset Progressivo?

Terceiro: Quais são as influências do Mindset no ambiente corporativo?

Como já dito, indivíduos de Mindsets Fixos têm uma visão limitada em relação aos desafios cotidianos do mundo que o cerca e, portanto, uma produtividade também limitada no ambiente corporativo. Ao contrário, indivíduos de Mindsets progressivos lidam mais adequadamente com os desafios cotidianos da vida pessoal e profissional, explorando o máximo de suas capacidades.

Sendo assim, a conclusão que chegamos é que a primeira coisa a ser considerada no ambiente corporativo é como remodelamos o Mindset fixo individual transformando-o em um Mindset Progressivo. Não, não é uma tarefa simples, mas se você está cansado de enxugar gelo; é melhor considerar esta possibilidade. Mas como fazer isso?

Saiba reconhecer o Esforço e a Performance

Não é, necessariamente, o muito esforço que proporciona uma grande performance. Também não é uma grande performance que justifica o pouco esforço. Confundimos, de forma perigosa, as duas coisas. Performance é o resultado final em relação ao alcance das metas traçadas. Esforço é o caminho percorrido para alcançar as metas.

Quando elogiamos o esforço, desconsiderando o resultado final, reforçamos Mindsets Fixos. Indivíduos de Mindsets Fixos se sentem acalentados com elogios do tipo—bom trabalho! Você é muito inteligente. Você se esforçou bastante. Mesmo que o esforço não tenha levado a nenhum resultado satisfatório! Agindo desta forma, elogiando o esforço em detrimento do resultado, não ajudamos essas pessoas a mudarem suas perspectivas Fixas e limitadas do tipo “eu fiz o meu melhor, mas não deu. A responsabilidade não é minha”.

Quando focamos na performance, independentemente do esforço, dando um feedback real ao indivíduo; proporcionamos-lhe a possibilidade de mudança; ou seja, elogios do tipo:

  1. Sua performance tem sido boa,  mas pode melhorar com mais esforço; reforça Mindsets Progressivos
  2. Sua performance não foi boa, mas eu sei que você pode melhorar com mais dedicação; cria a possibilidade de remodelação de Mindsets Fixos em Progressivos

Dessa forma, indivíduos de Mindsets Fixos perceberão que é possível melhorarem com uma maior dedicação. Não estão fazendo o seu melhor, ao contrário do que pensam. Os de Mindsets Progressivos reforçarão a crença de que nada é tão bom que não possa ser melhorado. É um novo desafio—vencer seus próprios limites.

Apoie seu pessoal honestamente!

Um ambiente organizacional que coloca as pessoas em primeiro lugar não pode considerar o esforço e a performance como divisores de águas do tipo tudo ou nada. Em outras palavras, o muito esforço com baixa performance, assim como a alta performance com pouco esforço não são determinantes na avaliação final de desempenho. Claro, se o propósito for a exploração máxima das capacidades individuais.

Em resumo, tanto o muito esforço sem nenhum resultado, quanto resultados bons, com pouca dedicação; não são bem-vindos nem, tampouco, garantem o progresso ou a permanência na empresa.

Entretanto, há que se dar tempo para que as pessoas se desenvolvam; ou seja, remodelem seus Mindsets ao ponto de mudarem suas crenças de que estão dando o máximo e, portanto, as metas vão além do seu potencial, ou que são suficientemente inteligentes para alcançarem os objetivos sem precisar se esforçar muito. É preciso apoiá-las diante dos desafios organizacionais.

Que tipo de ambiente produz essa “magia”?

Temos buscado, ao longo de nossa trajetória empresarial de mais de 30 anos, aliada ao nosso conhecimento técnico-científico; respostas para esta pergunta. Colhemos algumas certezas e muitas dúvidas ainda, mas, a convicção de que é possível devolvermos o direito inalienável de todo e qualquer ser humano de explorar o máximo de suas capacidades em busca do sucesso pessoal e profissional dentro do ambiente corporativo; é real!

Desenhamos uma metodologia, com base em nossas experiências e estudos, que nos permite atestar com muita segurança que é possível sim reeducarmos nossos colaboradores, no que diz respeito às suas estruturas mentais, de forma a explorar o máximo de suas capacidades. 

Batizamos esse “novo approach” de OPA! Organização Para o Aprendizado. A proposta é realinhar os ambientes corporativos transformando-os em ambientes mais generosos e democráticos capazes de propiciar às pessoas a exploração máxima de suas capacidades individuais em prol do coletivo. Um lugar onde todos aprendem, produzem e se divertem. Não se trata de devaneios; autoajuda; quimeras emolduradas na parede do gabinete do Chefe… é ciência! No mais amplo e irrestrito sentido da palavra. Simples assim!

2019-08-26T07:11:19-03:00 26 de agosto, 2019|Resiliência Organizacional|0 Comentários

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