Com ou sem máscara? Nem um nem outro!

Com ou sem máscara? Nem um nem outro!

Se você não sabe o que dizer; fique calado! Não invente!

O que um CEO precisa considerar na hora de decidir?

O que é decidir?

Quais são os tipos de decisão?

Os 7 passos no processo de decisão.

Presenciamos, recentemente, mais um show circense de um governante completamente desnorteado diante de uma crise sem precedentes provocada pela pandemia do Corona Vírus. Um veto absolutamente desproporcional, do Governo Federal, à obrigatoriedade do uso das máscaras de proteção em comércios, escolas e igrejas.  O argumento é tão grotesco quanto estúpido: “incorre em possível violação de domicílio”. A crise é mundial; a burrice é doméstica. Duas perguntas simples e objetivas que não querem calar:

  1. Precisávamos chegar a esse ponto de discussão para definir algo tão básico, quanto ao uso (consensual) da máscara, como meio preventivo de contágio?
  2. Se as máscaras não fossem um meio através do qual se evita o contágio; por que elas são usadas nos centros cirúrgicos e consultórios de dentistas, por exemplo?

Minha sobrinha-neta de 5 anos é capaz de responder às duas perguntas com uma margem de acerto de 100%! Sem exagero. É difícil entender as causas obscuras para tanta polêmica por um assunto tão “banal”; assim como também, é difícil entender que o Presidente encontre agenda para reunir dirigentes de clubes de futebol para discutir direitos de transmissão e retorno dos campeonatos regionais em meio a uma pandemia. O momento é para isso? Há quem diga que a intenção é desviar o foco de assuntos mais delicados. As supostas intenções ficam por conta do julgamento de cada um. O fato é que a inoperância e falta de rumo governam o país, já há alguns anos. Neste post discutiremos as premissas que devem ser consideradas na tomada de decisões no ambiente corporativo. O que um CEO precisa considerar na hora de decidir?

O que é decidir?

Decidir é a arte de escolher dentre várias opções a que, supostamente, produzirá o maior número de benefícios, quantitativos e qualitativos, com o menor nível de conflitos de interesses. Além disso, o caminho escolhido tem que ser congruente com a missão, os valores e os princípios da organização, assim como também em concordância com aspectos éticos, morais e legais envolvidos no processo. Decisões arranjadas que não respeitem esses preceitos, mesmo que produzam resultados positivos imediatos, a médio/longo prazo podem ser extremamente danosas para a organização. Não dá para acochambrar!

Sem dúvida, decidir é uma arte e requer conhecimento técnico e capacidade emocional para fazê-lo. Uma visão sistêmica do problema é essencial para a tomada da decisão ótima. Quando a visão é curta, sem considerar as causas óbvias e obscuras que permeiam a situação, o resultado são soluções paliativas para o problema presente que, na maioria das vezes, são as causas dos problemas futuros. Não é para qualquer um.

Quais são os tipos de decisão?

Nossas vidas, pessoal e profissional, estão impregnadas de momentos de decisão. Temos que decidir o tempo todo, todo o tempo! Algumas decisões são programadas outras imediatas. Umas são puramente intuitivas, outras analíticas. Podemos, também, ser impulsionados pela a emoção na hora de decidir ou adotarmos uma postura fria e calculista na escolha do caminho a ser seguido. Não há, infelizmente, uma receitinha pronta para isso. É uma habilidade que se aprende com treino e se aprimora com a experiência. Dessa forma, a melhor “fórmula” é colocar a intuição; a análise; a emoção e a razão, um pouquinho de cada no processo de tomada de decisão. Privilegiar um estilo em detrimento do outro pode ser bem prejudicial.

Embora o estilo de decidir seja individual de acordo com as características emocionais e conhecimentos técnicos de quem decide, o processo de decisão segue uma linha de conduta comum. Dessa forma, alguns passos importantes têm que ser considerados no desenrolar do processo os quais fornecem subsídios fundamentais para a decisão ótima. Isto é, o estilo (intuitiva, analítica, emocional ou racional) é livre; a forma, não. O diagrama que segue ilustra esta sequência de passos:

Definir o problema

Definir o problema é o primeiro passo do processo. Nesta etapa, o que importa é identificar o que não está funcionando adequadamente em determinada situação. Seria uma forma preliminar de avaliação; ou seja, neste momento, precisamos responder à pergunta: O que não está indo bem? Uma ferramenta interessante que nos ajuda na identificação do problema e nos guia quanto à sua gravidade, urgência e tendência; é Matriz Gut (Click aqui para saber mais).

Coletar dados e informações

A coleta de dados sugere uma investigação mais detalhada da situação; ou seja, uma vez descoberto o que não está funcionando adequadamente precisamos delimitar as consequências, a curto, médio e longo prazo, que o problema causará e as áreas que serão atingidas. Dessa forma, um diagnóstico para avaliar o impacto que o problema acarretará, no setor que ele se apresenta, e na organização como um todo, é necessário. Um brainstorming com os colaboradores próximos de onde o problema se evidenciou é bem útil nessa hora. As perguntas básicas que devem ser respondidas numa sessão de brainstorming, neste caso, são:

  • O que perdemos, desde o início da ocorrência do problema?
  • Quanto ainda poderemos perder, caso ele não seja resolvido?

Ambas as perguntas são respondidas em temos financeiros, materiais, imagem e fatia de mercado. Esta análise nos permite classificar o problema quanto à sua gravidade, urgência e tendência. Questionários objetivos também podem ser aplicados às partes envolvidas no problema (clientes, fornecedores e colaboradores). Toda a estratégia de investigação aplicada na coleta de dados relevantes para a compreensão do problema; é bem-vinda. Entretanto, não exagere na dose. Seja objetivo.

Analisar as alternativas

A maioria dos problemas apresentam mais de uma alternativa de solução. Decidir por aquela que produzirá o maior número de benefícios requer habilidade analítica refinada. Para isso, os dados coletados precisam ser minuciosamente analisados seguindo parâmetros de análise fidedignos.

Embora decidir seja função inerente ao cargo de liderança, a participação dos colaboradores envolvidos no problema é essencial para a escolha da alternativa ótima. Decidir sozinho, além de arbitrário, limita as possibilidades de descoberta da melhor escolha. Impõe, também, uma responsabilidade excessiva sobre os ombros de quem decide e não engaja todo o pessoal no processo decisório. Não é possível ter comprometimento grupal quando o processo decisório não é participativo. Novamente, uma sessão de brainstorming com o pessoal apresentando o problema, o impacto que ele está causando e as possíveis perdas futuras, caso uma medida corretiva não seja tomada; é fundamental. As perguntas a serem respondidas, depois que todos tiverem a real noção da situação são:

  • O que podemos fazer, que ainda não fazemos, para mudar essa situação?
  • O que podemos fazer, que ainda não fazemos, para evitar que essa situação se repita no futuro?
  • O que podemos fazer, que ainda não fazemos, para nos prevenir de problemas futuros semelhantes?  

Escolher a melhor opção

Como já dito, um problema apresenta, na maioria das vezes, mais que uma solução. Escolher a melhor significa analisar o custo-benefício de cada alternativa disponível. Dessa forma precisamos analisar:

  • Custo financeiro: Qual a perda financeira que o problema está causando X o custo de implementação das medidas corretivas. Lembre-se, quando não temos uma visão sistêmica da situação, podemos produzir soluções para os problemas presentes que serão as causas dos nossos problemas futuros. Podemos, por exemplo, gastar mais com a “solução” do que com o problema.
  • Tempo: Quanto tempo podemos esperar, até que tudo volte ao funcionamento adequado? Qual é o nosso fôlego?
  • Congruência: A decisão é congruente com a nossa missão, nossos valores, princípios e objetivos?
  • Legalidade, moralidade e ética: Nossa decisão respeita os preceitos da Lei, obedece ao nosso código de ética e é moral?

Planejar e executar

Planejar a execução diz respeito ao estabelecimento dos passos a serem seguidos para que a decisão seja implementada. Uma ferramenta útil para isso é a 3Q1POC.

  • Q – o Quê fazer?
  • Q – Quem vai fazer?
  • Q – Quando será feito?
  • P – Por que fazer?
  • O – Onde será feito?
  • C – Como será feito?

Monitorar os resultados

Uma vez o plano ter sido colocado em curso é hora de avaliarmos sua eficácia. Estamos nadando na direção desejável? Nesse momento é necessário estabelecermos parâmetros e ferramentas de avaliação para nos balizarmos fidedignamente em relação aos resultados aferidos. É hora de confrontarmos os resultados que encontramos respondendo às perguntas na fase de coleta de dados (O que perdemos, desde o início da ocorrência do problema? Quanto ainda podemos perder, caso ele não seja resolvido?) com os resultados que estão sendo obtidos com a estratégia de correção. Se tudo estiver correndo bem, bola para frente. Caso contrário, entramos na próxima e última fase—ajustar a estratégia.

Ajustar a estratégia

Caso os resultados não estejam sendo favoráveis é hora de revermos nossa estratégia para ajustá-la, ou reavaliarmos a segunda melhor opção, ou ainda, recomeçar todo o processo. Muitas vezes, uma visão distorcida de determinada situação pode nos levar à conclusões equivocadas em relação ao problema, suas causas e consequências. Quando o ambiente corporativo é gerenciado sistemicamente, raramente uma leitura imprecisa do problema é feita, mas pode ocorrer. Desenvolver uma visão organizacional sistêmica é, portanto, fundamental para a resolução de problemas criando soluções que produzam vantagens competitivas sustentáveis. Para saber mais sobre visão sistêmica, click nos links abaixo:

Visão Sistêmica–A Árvore e a Floresta e Relação entre ambas

Os 5 Paradigmas da Visão Sistêmica–Por que não conseguimos?

Visão Sistêmica–O que está faltando para acontecer?

Sucesso, saúde e até a próxima!

#EuUsoMáscara

2020-07-14T08:44:32-03:00 13 de julho, 2020|Educação Corporativa|0 Comentários

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