Clima Organizacional – Não pense que mudar é fácil. Mudar é imperativo!

Clima Organizacional – Não pense que mudar é fácil. Mudar é imperativo!

Nada existe em caráter permanente, a não ser a mudança (Heráclito)

Como é o seu ambiente de trabalho? É amigável? Hostil? Seguro? Inseguro? Divertido? Sem graça? Empolgante? Tedioso, enfadonho? Gratificante? Ingrato? Dinâmico? Rotineiro? Sincero? As relações são baseadas na confiança mútua? Em resumo: Você gosta do jeito que o seu ambiente de trabalho está (ou é)? Ou você gostaria que ele fosse diferente?

O assunto que eu trago neste post diz respeito ao ambiente de trabalho. Convido você a pensar e refletir sobre as perguntas acima por alguns minutos antes de continuar com a leitura.

Não sei qual é a percepção que você tem do seu ambiente de trabalho. Se você está feliz e satisfeito, graças a Deus! Você é uma pessoa de fato abençoada! Mas o que eu tenho observado é um pensamento de que o ambiente de trabalho não está legal. Alguns verbalizam. Outros pensam, mas não falam. Outros sentem que algo não vai bem, mas não conseguem identificar ao certo o que realmente é. O fato é que está no ar um sentimento de que algo não está muito legal, inclusive, isso é sintomático, quer ver?

Por que nos sentimos tão esgotados na segunda feira de manhã quando, supostamente, deveríamos estar completamente revigorados, considerando o descanso do fim de semana?  E por que nos sentimos tão revigorados na sexta feira no fim da tarde quando, supostamente, deveríamos estar esgotados em decorrência da jornada de trabalho da semana?

Obviamente esse contexto não se aplica a todas as pessoas. Claro que não! E se você não se enquadra nele, mais uma vez, graças a Deus! Mas o que eu tenho observado é uma insatisfação quase que unânime quando eu converso com as pessoas sobre ambiente de trabalho. Umas mais, outras menos, mas, invariavelmente, há uma insatisfação. A talentosa turma dos Titãs (Arnaldo Antunes; Sérgio Brito e Marcelo Fromer) foram muito felizes quando escreveram essa letra:

… A gente não quer só comer

A gente quer comer e quer fazer amor

A gente não quer só comer

A gente quer prazer pra aliviar a dor

A gente não quer só dinheiro

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro

A gente quer inteiro não pela metade…

O Mundo não é mais o mesmo!

Evolução Humana

O fato é que as coisas mudaram! O homem não é mais o mesmo de tempos atrás. As novas tecnologias, os avanços científicos, as mudanças climáticas, geopolíticas… o mundo mudou. Dizem que ele, o mundo, está de ponta-cabeça, se é que uma bola fica de cabeça para baixo; mas enfim… o mundo mudou e  a forma de pensar das pessoas, obviamente, mudou junto, ou está mudando. Em outras palavras, se ainda não mudou completamente, sinalizou que a forma atual de pensar não é mais suficiente para se tocar a vida com segurança.

O significado do trabalho também mudou! O trabalho não é mais, simplesmente, um meio através do qual as necessidades de sobrevivência do homem são supridas. Como diz com muito propriedade, Bill O´Brien, Diretor-Presidente da Hanover, A agitação na administração de empresas continuará até construirmos organizações que sejam mais coerentes com as mais elevadas aspirações humanas, as que estão além de comida, abrigo e posses”

Turning Point

Em outras palavras—Nós não queremos mais só comida! Queremos, ou melhor, a grande maioria de nós, quer o que os ingleses chamam de Turning Point. Ou seja, “um particular tempo ou incidente que marca o início de um estágio completamente novo – e quase sempre melhor – na vida de alguém ou no desenvolvimento de alguma coisa”.

Há uma necessidade latente no ambiente de trabalho de mudança. Um estágio novo e melhor nas relações Inter e intrapessoais no ambiente de trabalho que o torne mais seguro, entusiasmante, prazeroso. Um lugar onde as competências e habilidades sejam desenvolvidas e exploradas ao máximo em busca do sucesso pessoal e organizacional. Um lugar onde o individuo aprenda, produza e se divirta. O que eu chamo de OPA! Organização Para o Aprendizado. Se pensarmos que as melhores horas do nosso dia, durante os melhores anos da nossa vida serão consumidas dentro do local de trabalho; o ambiente tem que ser bom! Caso contrário… bem, você sabe.

Minha percepção, dentro do universo corporativo que transito, é que a grande maioria dos que estão envolvidos no processo do trabalho estão, de algum modo, insatisfeitos. As organizações precisam elevar o seu nível de competitividade, que vem se tornando cada vez mais extrema; os trabalhadores não querem mais passar as melhores horas do seu dia, durante os melhores anos de sua vida morrendo a cada dia! Por fim, os consumidores querem suas necessidades e desejos verdadeiramente atendidos. EM SUMA – MUDAR É PRECISO!

As Pessoas em Primeiro Lugar

E quando se fala em mudança, principalmente desse tipo, que sugere uma grande quebra de paradigmas, uma mudança de fato estrutural, comportamental; um fator primordial vem à tona como o único meio através do qual mudanças são promovidas – as pessoas! São as pessoas que são capazes de construir um “completamente novo” ambiente de trabalho. As pessoas são as que fazem a diferença! Nosso maior patrimônio são as pessoas! Já ouviram expressões desse tipo? Considerando que as pessoas são o fator preponderante para promover mudanças, cabe uma pergunta: O que se tem feito, efetivamente, para se criar um ambiente de trabalho que propicie ao ser humano o desenvolvimento e exploração de todas as suas competências em busca do sucesso pessoal e organizacional? Não precisa me responder – só parem um pouquinho e pensem nessa questão.

Eu tenho tido contato com organizações que estão sempre prontas a investir “montanhas de dinheiro” em novas tecnologias, maquinário, instalações… mas quando você fala em um treinamento para elevar o nível das inteligências inter e intrapessoal para melhorar o relacionamento no ambiente de trabalho; nunca se tem verba. Ora, se eu sou consciente de que as pessoas são o fator primordial na construção desse “completamente novo estágio” no ambiente de trabalho; por quê que eu não invisto mais nisso? Também não precisa responder.

As organizações que entenderam que esse tipo de mudança não é uma escolha, mas sim a condição sem a qual será impossível sobreviver neste cenário de extrema competividade dos tempos atuais; terão ótimas chances de continuar no jogo. As que se negam a sair do quadrado e continuam tratando as pessoas como mais uma ferramenta de trabalho sem aspirações, interesses, necessidades e desejos humanos que vão além de comida, abrigo e dinheiro para pagar as contas; bem… você sabe.

2017-07-24T21:15:09-03:00 24 de julho, 2017|Educação Corporativa|0 Comentários

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