A Sinergia do Trabalho em Equipe – Eu gosto de Opostos!

A Sinergia do Trabalho em Equipe – Eu gosto de Opostos!

O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos. (Michael Jordan)

A sinergia do trabalho em equipe produz um crescimento exponencial na produtividade. Isto é, no trabalho em equipe, o todo é maior que a soma das partes. Inquestionavelmente nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos. Desenvolver esse espírito de equipe, que faz com que um mais um seja sempre maior que dois, é o que os líderes almejam alcançar.

Para que esse tão sonhado espírito de equipe aflore, o líder precisa ser corajoso e inteligência para lidar com as forças intervenientes no processo de elaboração e implementação de toda e qualquer estratégia dentro do ambiente de trabalho. Essas forças, que são três, Protagonistas, Sinérgicas e Antagônicas, precisam ser consideradas amplamente.

Forças Protagonistas

Quem é o Protagonista quando uma estratégia está sendo elaborada? O Líder. Ele tem o papel de trazer para a equipe os planos, as estratégias, o norte a ser seguido. Obviamente, as boas ideias não são necessariamente oriundas da cabeça do(a) líder mas, sem dúvida, é o que se espera dele(a).

Forças Sinérgicas

Outra força nesse processo de elaboração e implementação da estratégia são as Forças Sinérgicas, composta por aquele pessoal do apoio logístico. Ou seja, pessoas que estão prontas a colaborar providenciando o que for necessário, em termos logísticos, para que a estratégia seja implementada. Basta que você tenha uma ideia para que os Sinergistas entrem em ação, imediatamente, providenciando o que for necessário para a implementação da ideia. O grupo dos Sinergistas é formado por aquelas pessoas que proporcionam as condições ideais para que o plano estratégico seja levado adiante.

Forças Antagônicas

A terceira força nesse processo, e não menos importante, senão a mais importante; são as Forças Antagônicas. Qual é a primeira ideia que nos vem à cabeça quando nós pensamos nas Forças Antagônicas no processo de elaboração da estratégia? Não vem coisas muito boas à nossa cabeça, não é verdade? Senge, P. M. (2005, p 259) com muita propriedade aponta que “uma pessoa que questiona publicamente a capacidade da organização de realizar o que ela decidiu fazer é rapidamente rotulada como alguém que “não está a bordo”e considerado um problema”. Mas vamos adiante.

O Corpo Humano e o Processo de Gestão de Pessoas

O corpo humano é composto por Músculos Protagonistas, Músculos Sinergistas e Músculos Antagonistas, o que nos permite fazer uma analogia com o processo de gestão de pessoas que eu considero bastante apropriada. Por exemplo, no movimento de chutar uma bola de futebol, a musculatura anterior da coxa (quadríceps) age como Protagonista na realização desse movimento (extensão de perna sobre coxa) tão conhecido por nós brasileiros. Toda a musculatura que posiciona o corpo, em termos biomecânicos (proporcionando o perfeito equilíbrio, impulsão, força e precisão para o chute); são denominados Sinergistas. Em outras palavras, os músculos sinergistas não realizam o movimento, mas dão o maior apoio aos que o fazem; os protagonistas.

Por outro lado, existe um grupo de músculos que atua nesse movimento, chutar uma bola, como Antagonistas. Ou seja, esse grupo muscular “breca” o movimento. No nosso caso, o músculo denominado Poplíteo, o qual se situa na parte posterior da perna, mais exatamente na altura do joelho; é o antagonista. Curiosamente, esse músculo é muito pequeno. Ele tem um longo tendão, porém o seu ventre é muito pequeno se comparado ao protagonista (quadríceps) e à quantidade de músculos sinergistas envolvidos na realização desse movimento. Todavia, só quem joga futebol sabe da importância desse pequeno “freio”. Simplesmente, é a ação antagônica do poplíteo que cessa o movimento da nossa perna, logo após o nosso pé ter chutado a bola, evitando com isso que ele (o nosso pé), além de chutar a bola, continue sua trajetória até acertar o nosso nariz! (é claro que existem “zagueiros” por aí a fora que têm esse músculo muito pouco desenvolvido, se é que me faço entender, mas esses são casos “isolados”).

A que conclusão essa analogia nos leva? Caro leitor(a), ao contrário do que se diz por aí, as forças Antagônicas, no processo de elaboração da estratégia; são importantíssimas, assim como os músculos antagonistas são importantes na realização de todo e qualquer movimento humano, como vimos na nossa analogia de chutar uma bola. Da mesma forma que é preciso que alguém traga para a equipe os planos, as estratégias, o norte a ser seguido, ou seja, que protagonize esse processo. Assim como também é necessário a turma do apoio logístico, os sinergistas, para providenciar o que for necessário para a implementação das ideias; as forças antagônicas também são de extrema importância para que o processo siga seu bom curso. Sem as forças antagônicas nós podemos chutar a nossa própria face, como foi visto no exemplo de chutar a bola. Acidentes podem ser evitados quando, líderes, dão ouvidos aos antagonistas. A tão criticada turma do contra! Já imaginaram um governo sem oposição?

Sendo assim, concluímos, mais uma vez, que as forças antagônicas no processo de elaboração e implementação da estratégia são importantes e precisam ser consideradas. Elas são os sinalizadores do perigo. Elas evitam acidentes de percurso, como no nosso exemplo de chutar a bola. Elas são o oposto e precisam ser respeitadas e incentivadas a atuarem e não excluídas do processo simplesmente por não concordarem com o que o “seu mestre mandar”. O líder inteligente e, sobretudo precavido, ouve primordialmente os antagonistas para perceber aonde ele pode aprimorar a estratégia. Veja bem, eu não estou me referindo às forças pessimistas, não! Por favor, não confunda forças antagônicas com forças pessimistas. Eu não estou me referindo àquele grupo de pessoas que sente prazer em discordar só por discordar. Há que se ter cuidado com essas pessoas e tentar, é claro, modificá-las, mas nunca se deixar contaminar por elas. Se inevitável for, exclua-as do seu convívio. Não dá para ter no barco pessoas que sentem prazer em remar na direção contrária. Os antagonistas, ao contrário, devem ser mantidos como sinalizadores do perigo. Como falei anteriormente, já imaginaram um governo sem oposição? Por esse motivo; eu gosto de opostos!

2017-07-24T21:14:05-03:00 10 de julho, 2017|Gerenciamento Estratégico|0 Comentários

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